Uma data específica voltou a provocar curiosidade nas redes: 13 de novembro de 2026. Agora, em 4 de setembro, faltam exatamente 70 dias para o dia que já foi associado ao suposto “fim do mundo”. A origem da história, porém, é bem diferente do que o título alarmante sugere. A data surgiu de um estudo publicado em 1960 por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que analisava o crescimento acelerado da população mundial.
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O trabalho foi desenvolvido por Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot quando o planeta tinha cerca de 3 bilhões de habitantes. A partir dos dados disponíveis naquele período, os pesquisadores criaram um modelo matemático para projetar o crescimento populacional caso a tendência continuasse indefinidamente. O cálculo apontava para uma espécie de “singularidade” em 2026, momento em que o modelo deixaria de funcionar matematicamente. Não havia previsão de asteroide, guerra nuclear ou destruição física da Terra.
O problema é que muita coisa mudou desde então. A população mundial já ultrapassou 8 bilhões de pessoas, enquanto avanços científicos, tecnológicos e na produção de alimentos transformaram as condições observadas pelos pesquisadores há mais de seis décadas. Além disso, o crescimento populacional não permaneceu obrigatoriamente seguindo o mesmo ritmo utilizado na projeção. Por isso, a data calculada em 1960 não é considerada uma previsão científica atual de que a humanidade desaparecerá em novembro de 2026.
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Mesmo assim, a proximidade de 13 de novembro fez a antiga pesquisa voltar aos holofotes. A história serve como um exemplo de como projeções matemáticas dependem das condições existentes quando são elaboradas e podem perder precisão quando a realidade muda. Portanto, os 70 dias no calendário não representam uma contagem regressiva para a destruição do planeta, mas sim a aproximação de uma data que ganhou uma interpretação apocalíptica muito maior do que aquela apresentada originalmente pelos pesquisadores.














