Quem convive com gatos provavelmente já viu o animal apertar uma manta, almofada ou até o colo do tutor alternando as patas dianteiras. O famoso “amassar pãozinho” começa ainda na fase de amamentação, quando os filhotes pressionam a região mamária da mãe para estimular a saída do leite. Na vida adulta, porém, o comportamento pode ganhar outros significados e aparecer em momentos de conforto, segurança e interação social positiva.
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Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, não existe uma tradução única para esse gesto. Alguns gatos podem associá-lo à sensação de segurança proporcionada pelo tutor, enquanto outros simplesmente mantêm um comportamento instintivo que foi aprendido nos primeiros momentos da vida. Personalidade, experiências individuais e ambiente também influenciam a frequência com que cada animal faz o movimento, que pode permanecer durante toda a vida.
Apesar de muita gente interpretar o “amassar pãozinho” como uma declaração de amor, os especialistas recomendam observar o conjunto da linguagem corporal. Se o gato estiver relaxado, ronronando e com postura tranquila, o comportamento tende a estar ligado ao conforto. Já pupilas muito dilatadas, orelhas para trás, corpo tenso, tentativa de fuga ou vocalizações diferentes podem indicar desconforto. Quando o movimento se torna excessivamente repetitivo ou interfere na rotina do animal, uma avaliação veterinária pode ser necessária.
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E se as unhas acabarem machucando? A recomendação é não punir o gato, já que gritos, empurrões ou borrifadas de água podem provocar medo e prejudicar a relação. Uma manta mais grossa entre as patas e a pele pode resolver o problema, assim como oferecer um tecido próprio para o animal amassar e manter as unhas adequadamente aparadas. Mais do que tentar decifrar o gesto com uma única explicação, o ideal é observar o contexto e os hábitos de cada gato.














