O que as crianças podem comer e beber ainda gera muitas dúvidas entre pais e responsáveis — e algumas das respostas envolvem cuidados que passam despercebidos no dia a dia. Um levantamento da plataforma de consultas médicas Olá Doutor, com pesquisas feitas no Google Brasil entre setembro de 2025 e agosto de 2026, identificou as perguntas mais frequentes sobre alimentação infantil. As bebidas lideraram o ranking, concentrando 57,9% das buscas, com energético, isotônico e café entre os assuntos mais procurados.
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Segundo as orientações reunidas na reportagem, energéticos não são recomendados para crianças e adolescentes, devido à cafeína e a outros estimulantes, que podem afetar o sono, provocar ansiedade e acelerar os batimentos cardíacos. O café também deve ser evitado, especialmente antes dos 12 anos. Já isotônicos, como o Gatorade, geralmente não são necessários para brincadeiras e atividades físicas habituais: a água costuma ser suficiente, enquanto exercícios intensos e prolongados exigem avaliação individual.
Entre os alimentos, a idade e a forma de preparo fazem diferença. A pipoca deve ser evitada antes dos 4 anos pelo risco de engasgo; o mel não deve ser oferecido a menores de 1 ano e é recomendado evitá-lo até os 2 anos, devido ao risco de botulismo e às orientações para reduzir o consumo de açúcar na primeira infância. Por outro lado, banana e ovo bem cozido podem fazer parte da alimentação complementar a partir de cerca dos 6 meses, com textura adequada. A chia também pode ser oferecida com cuidados: sementes secas e inteiras podem representar risco, sobretudo para crianças pequenas.
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A lista inclui ainda iogurtes proteicos e cerveja sem álcool. A inclusão de produtos proteicos depende da composição e das necessidades da criança, por isso a orientação é consultar um profissional de saúde. A cerveja sem álcool não é indicada ao público infantil, inclusive porque algumas versões podem conter álcool residual. Em um ranking separado de suplementos, whey protein, melatonina e creatina também apareceram entre os itens mais pesquisados. A recomendação é não oferecer suplementos por conta própria: a necessidade deve ser avaliada individualmente por um profissional. Os dados do levantamento mostram o que as pessoas pesquisam, mas não indicam quantas crianças consomem esses produtos.














