Corretora de imóveis morre aos 22 anos após vício em cetamina

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A corretora de imóveis Isabelle Sapherson-Moralee, conhecida como Izzy, morreu aos 22 anos após passar cerca de cinco anos fazendo uso de cetamina. O caso foi apresentado durante uma investigação sobre sua morte, que ocorreu após uma série de problemas de saúde associados ao vício, incluindo danos à bexiga, perda severa de peso e desnutrição.

Izzy começou a usar cetamina regularmente em 2020, durante o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, quando se mudou para a casa do namorado. Segundo informações apresentadas na investigação e divulgadas pelo The Sun, a mãe dela, Ann Moralee, só descobriu o uso da droga no fim de 2023, quando o consumo já havia se tornado difícil de esconder.

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Ao longo dos anos, o vício afetou a saúde da jovem. Ela desenvolveu dores crônicas e sofreu danos na bexiga, passando a ter incontinência. Cerca de seis meses antes da morte, Izzy precisou deixar o trabalho.

A perda de peso também chamou atenção. Izzy chegou a pesar aproximadamente 36 quilos, e foi descrita na investigação como pálida, magra, emaciada e desnutrida.

Ann afirmou que passou 18 meses tentando conseguir tratamento para a filha e que procurou diferentes serviços de saúde. Ela também tentou utilizar seu seguro médico particular para conseguir uma vaga em uma clínica de reabilitação e chegou a considerar levar Izzy aos Estados Unidos. “Ela era vista apenas como uma viciada em cetamina e tudo o mais era ignorado, especialmente sua dor nas costas”, afirmou ao The Sun.

Segundo Ann, uma experiência com um urologista do Salisbury District Hospital também fez com que Izzy deixasse de confiar nos médicos.

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Em março, Izzy foi internada, mas continuou conseguindo acesso à cetamina. No mês seguinte, voltou ao pronto-socorro e deixou o hospital por conta própria.

Dois dias antes de morrer, Izzy voltou para casa depois de deixar o hospital. A mãe tentou convencê-la a permitir que uma ambulância fosse chamada, mas ela recusou. “Eu continuei pedindo a Izzy: ‘Por favor, deixe-me ligar para a ambulância’. Ela disse: ‘Chega de hospitais, mãe, eu só quero ficar em casa com você, não aguento mais’”, relatou.

Izzy morreu 36 horas depois de ter alta. Ann, que já trabalhou como enfermeira e comissária de bordo, tentou reanimá-la. “Salvei muitas vidas na minha carreira, tanto como enfermeira quanto como comissária de bordo, mas, no fim, não consegui salvar minha filha”, declarou.

A investigação apontou que Izzy morreu após sofrer uma parada respiratória causada pela combinação tóxica de morfina e gabapentina. Os exames mostraram que os dois medicamentos estavam em níveis acima do considerado terapêutico no sangue, e a gabapentina pode ter aumentado os efeitos da morfina no organismo.

O exame após a morte também identificou sepse biliar e uma infecção no fígado. Esses problemas de saúde podem ter contribuído para o quadro, mas não foram apontados como a causa da morte. A investigação continua.