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Conheça Alexandre Ramagem, ex-deputado preso nos EUA

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Alexandre Ramagem é detido por autoridades migratórias nos EUA (Foto: Instagram)

Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e delegado da Polícia Federal, tornou-se centro das atenções ao chefiar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e, posteriormente, assumir um mandato na Câmara dos Deputados. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, teve o mandato cassado e acabou fugindo do Brasil rumo aos Estados Unidos.

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O ex-parlamentar foi detido na tarde desta segunda-feira (13) em solo americano por autoridades migratórias, que identificaram irregularidades em seu status no país. A prisão acontece após sua inclusão na lista de procurados da Interpol, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Agora, o caso segue para análise de um possível pedido de extradição ao Brasil.

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Formado em Direito, Ramagem ingressou na Polícia Federal em 2005 e ganhou visibilidade ao integrar o esquema de segurança que acompanhou Bolsonaro após o atentado sofrido durante a campanha de 2018. Em 2019 foi nomeado para comandar a Abin, função em que acabou envolvido no caso “Abin Paralela”, que investiga suposto uso de agentes de inteligência para monitorar adversários políticos. Em 2020, sua indicação ao cargo de diretor-geral da PF foi barrada pelo STF.

Em 2022, Ramagem elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, mantendo-se alinhado às pautas do bolsonarismo. No ano seguinte, disputou a Prefeitura do Rio e ficou em segundo lugar. Contudo, em dezembro de 2025, após sua condenação criminal, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato, encerrando sua trajetória legislativa.

A decisão que marcou sua queda político-jurídica veio com o julgamento do STF, que o sentenciou a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. As investigações apontaram sua participação em um suposto plano para interromper o processo democrático após as eleições de 2022.

Antes do trânsito em julgado, Ramagem deixou o Brasil clandestinamente, cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana e seguiu para os Estados Unidos. Com o nome incluído na lista da Interpol, passou a ser considerado foragido pela Justiça brasileira. Sua detenção pelas autoridades migratórias norte-americanas abre caminho para o pleito de extradição, que, se deferido, fará com que ele retorne ao Brasil para cumprir a pena.

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