
Governo libera R$ 7 bi do FGTS para 10 milhões de trabalhadores (Foto: Instagram)
O governo federal anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do FGTS em favor de aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida é direcionada especialmente a quem optou pelo saque-aniversário, foi dispensado e teve valores do fundo retidos como garantia em operações de crédito. Essa iniciativa faz parte de um pacote mais amplo que prevê renegociação de dívidas, uso do FGTS em linhas de crédito e medidas para facilitar o pagamento pelas famílias brasileiras.
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Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o montante será liberado de forma adicional para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram parcelas do FGTS bloqueadas pela Caixa Econômica Federal, em valores que, em alguns casos, excederam o necessário para cobrir garantias de empréstimos. Além disso, o governo estuda regulamentar o uso do saldo do FGTS como garantia em operações de crédito consignado, ampliando o acesso a condições mais vantajosas.
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Em entrevista ao jornal O Globo, Luiz Marinho detalhou que o Executivo avalia a dimensão das dívidas das famílias brasileiras e negocia com instituições financeiras a reestruturação desses débitos. A proposta busca reduzir o valor das parcelas e alongar prazos, tornando o pagamento mais acessível. O uso do FGTS como ferramenta complementar de garantia faz parte de um conjunto de ações ainda em análise no âmbito do pacote de medidas.
Outra frente considera o desbloqueio de valores retidos em razão do saque-aniversário de quem foi demitido, liberando o recurso para saque imediato. O secretário do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, mencionou essas discussões sem entrar em detalhes, e reforçou que, além de solucionar dívidas atuais, o governo quer estabelecer mecanismos preventivos, como restrições a gastos de risco, entre eles apostas esportivas.
A possibilidade de aplicar o FGTS como caução em operações de refinanciamento também está em estudo. Durante encontro com parlamentares do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Marinho afirmou que essa alternativa, considerada viável e segura, pode ajudar a unificar diferentes dívidas em um único contrato, com taxas menores e eventuais descontos, negociados diretamente com os bancos, tendo o fundo como garantia.
A preocupação do governo com o endividamento das famílias decorre de dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que apontam crescimento de 80,2% para 80,4% no percentual de lares com dívidas de fevereiro para março, recorde histórico. O tema gera críticas à estratégia econômica da gestão, que passou a priorizar ações de alívio financeiro para conter o avanço dos juros e o aumento do comprometimento de renda.

