Seu pet sofre quando você sai de casa? Ausência dos tutores pode provocar ansiedade e até doenças

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Deixar cães e gatos sozinhos por longos períodos pode trazer consequências que vão muito além da saudade. Segundo especialistas, mudanças bruscas na rotina e a ausência prolongada dos tutores podem desencadear a síndrome da ansiedade por separação, um problema comportamental capaz de provocar sofrimento emocional intenso nos animais.

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Os sinais de alerta incluem latidos persistentes, destruição de móveis e objetos próximos às portas, salivação excessiva e respiração ofegante. Nos gatos, a condição pode aparecer por meio de miados exagerados e lambedura compulsiva, que chega a causar ferimentos na pele. Com o tempo, o estresse também pode afetar o sono, o apetite e a digestão, além de favorecer problemas dermatológicos. Um levantamento realizado no Reino Unido com mais de 1,8 mil cães apontou que cerca de 10% apresentaram novos comportamentos relacionados à separação após mudanças repentinas na rotina.

Para reduzir o sofrimento, especialistas recomendam acostumar os animais à ausência de forma gradual, começando com períodos curtos e aumentando o tempo aos poucos. Também é importante evitar que o pet dependa da presença constante do tutor, variar ações que antecedem a saída de casa e não transformar despedidas e reencontros em grandes acontecimentos. Brinquedos, petiscos escondidos e atividades de farejamento ajudam a manter o animal ocupado durante o período sozinho.

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Em situações mais graves, como episódios de pânico, automutilação ou risco de ferimentos, o acompanhamento veterinário é indispensável. Medicamentos como fluoxetina e clomipramina podem ser prescritos para controlar os sintomas, mas devem fazer parte de um tratamento que também inclua treinamento e adaptação do ambiente. A orientação é não interpretar comportamentos destrutivos ou vocalizações excessivas apenas como desobediência: eles podem indicar que o animal está sofrendo.