Mãe achou que filho de 6 anos era apenas ‘desastrado’ até diagnóstico mudar tudo: “Se removerem, vai matá-lo”

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Becky Dobson, de 31 anos, procurou atendimento médico depois que o filho Layton Wood, de 6, começou a perder o equilíbrio, cair e esbarrar em portas e objetos. Inicialmente encaminhado para uma avaliação da visão, o menino recebeu, semanas depois, o diagnóstico de um tumor cerebral incurável após ser levado pela mãe a um hospital.

Moradora de Rotherham, em South Yorkshire, Becky percebeu inicialmente que o filho estava com dores de cabeça. Como os sintomas começaram durante uma onda de calor, ela acreditou que poderiam estar relacionados às altas temperaturas. Depois, Layton passou a apresentar alterações ao caminhar.

“Ele começou a ficar muito desequilibrado, desajeitado e a cair. Ele estava andando contra portas e eu estava segurando a mão dele quando ele foi direto contra um poste. Achei que ele estava apenas um pouco desajeitado. Ele tem autismo, então pode ser bastante desajeitado de qualquer maneira”, contou.

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A situação chamou ainda mais a atenção da família quando Layton passou a ter dificuldade para andar em linha reta e começou a babar: “Ele estava andando quase como se estivesse bêbado. Ele não conseguia andar em linha reta, estava esbarrando nas coisas e começou a babar”.

Becky levou o filho ao médico e foi orientada a procurar um oftalmologista. O exame, no entanto, não identificou problemas nos olhos. Com o equilíbrio do menino piorando nas duas semanas seguintes, a mãe decidiu levá-lo ao hospital.

Uma tomografia identificou um inchaço no cérebro e os médicos perceberam que o lado direito do corpo de Layton não respondia tão bem quanto o esquerdo. Uma ressonância magnética revelou um tumor, além de uma lesão no tronco cerebral e hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro. O diagnóstico foi recebido em 1º de setembro. “Foi um choque enorme passar do oftalmologista dizendo que estava tudo bem para isso. Apenas algumas semanas antes, ele era uma criança normal. Ele estava muito feliz, brincando, entrando na piscina e aproveitando a vida. De repente, tudo mudou”, relatou Becky.

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Layton permaneceu quatro noites internado e passou a receber esteroides. Segundo a mãe, os médicos informaram que uma cirurgia para retirar o tumor poderia provocar a morte do menino. A alternativa prevista é a radioterapia, que deve começar em breve com o objetivo de prolongar sua vida. Uma biópsia também foi realizada para verificar se ele pode participar de um estudo em Londres. “Se eles removerem o tumor, isso vai matá-lo. Tudo o que podem fazer é radioterapia, e eles fizeram uma biópsia para ver se ele é compatível com um estudo em Londres”, afirmou.

Atualmente, Layton precisa ser supervisionado constantemente enquanto caminha por causa da instabilidade. A família também criou uma arrecadação para ajudar com as despesas após o diagnóstico.

Becky agora busca alertar outros pais sobre os sinais que percebeu no filho: “Mesmo que seu filho apresente qualquer tipo de sintoma parecido com o que o meu apresentou, leve-o para ser examinado imediatamente”.

Para ela, a decisão de procurar diretamente o hospital permitiu que  Layton tivesse acesso ao diagnóstico e ao tratamento. “Estou muito feliz por ter tomado a iniciativa e levado ele ao hospital. Pelo menos agora ele tem a chance de lutar”, declarou.