Beth Tsangarides, de 21 anos, convive há seis anos com uma doença ainda não diagnosticada que provoca lesões na pele do rosto e pode causar dores intensas. Moradora de Thanet, na Inglaterra, ela já passou por centenas de consultas médicas e afirma que até hoje os profissionais não conseguiram determinar o que provoca as reações, que também são acompanhadas por problemas de mobilidade, desmaios, convulsões e alergias potencialmente fatais.
Os primeiros sintomas apareceram quando Beth tinha 15 anos. Ela acordou certa manhã com uma erupção no rosto e, posteriormente, as lesões passaram a atingir outras partes do corpo. Atualmente, as reações se concentram principalmente nas bochechas e podem deixar a pele com aspecto de ferida aberta, com secreção e crostas.
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Segundo Beth, diferentes situações podem desencadear uma crise, inclusive rir, chorar ou passar por momentos de emoção. As próprias lágrimas podem fazer com que a pele comece a apresentar secreção, e ela chegou a registrar o processo em um vídeo em time-lapse para mostrar a rapidez com que a reação aparece. “Posso passar de estar feliz para gritar de dor. Isso não parece dar trégua. Quando eu tinha 15 anos, se espalhou pelo meu corpo em pequenas manchas e agora cobre minhas bochechas inteiras, como se tivesse tomado conta do meu rosto”, contou ao The Sun.
Beth afirma que, quando procurou atendimento pela primeira vez, recebeu apenas um creme. Com a continuidade dos sintomas, passou a frequentar hospitais, mas os médicos continuaram sem uma explicação para o quadro.
Em 2020, ela recebeu o diagnóstico de síndrome da taquicardia postural, conhecida como PoTS, uma condição que pode provocar tontura, perda de consciência e acúmulo de sangue. O diagnóstico, porém, não explicou os problemas relacionados à pele.
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A jovem, que praticava futebol e dança, afirma que a condição fez com que ficasse restrita à própria casa e dificultou atividades com o noivo, Sasha Hay. Ela também diz que evita encontros e refeições em família por causa dos riscos relacionados aos sintomas. “Eu não tenho um plano de cuidados. Quando tenho uma crise, simplesmente me deixam sofrer com a dor. Se tenho anafilaxia, fico sozinha para lidar com isso porque eles não entendem toda a extensão do motivo pelo qual estou reagindo”, afirmou.
Beth agora aguarda uma consulta com um imunologista, na esperança de encontrar respostas para a doença que permanece sem diagnóstico. Enquanto isso, ela passou a compartilhar sua experiência nas redes sociais para conscientizar outras pessoas e encontrar quem possa viver situações semelhantes.
Ao descrever a aparência das lesões, Beth compara o que sente a uma queimadura: “É como alguém sendo queimado em um incêndio ou sofrendo um ataque com ácido. Para algumas pessoas, é assim que parece também”.
Ela afirma que os próprios familiares e Sasha passaram a brincar que ela é “alérgica a si mesma”, já que diferentes situações podem desencadear reações. “Tudo o que faço afeta minha pele ou meu corpo de alguma forma. Seja rindo demais, chorando ou ficando emocionada, minha pele pode começar a ter uma crise”, explica.
Além das reações cutâneas, Beth enfrenta restrições alimentares por causa das alergias. Ela afirma que até a exposição a determinados cheiros pode provocar problemas respiratórios e uma reação grave no rosto. “Minha maior questão é a comida. Eu praticamente vivo em uma bolha porque são alergias transmitidas pelo ar. Se estou perto do cheiro de certas especiarias e ervas ou de algo com cheiro muito forte, isso pode fazer com que eu pare de respirar e tenha uma reação grave no rosto. Tenho opções muito limitadas do que posso comer e isso é assustador”.














