
Morador de rua identifica inchaço e incentiva diagnóstico de Yasmin Brunet (Foto: Instagram)
On sexta-feira (29), nas redes sociais, Yasmin Brunet chamou atenção ao revelar uma situação inusitada relacionada ao seu diagnóstico de lipedema. A influenciadora contou que, anos antes de receber o laudo oficial, um homem em situação de rua percebeu o inchaço em suas pernas e fez um comentário que ficou marcado na sua memória.
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Yasmin explicou que, durante uma caminhada noturna ao lado de uma amiga enquanto aguardavam um carro, o desconhecido – aparentemente embriagado – aproximou-se, a elogiou e logo em seguida perguntou se ela estava bem, já que suas pernas pareciam inchadas. Esse breve diálogo, segundo ela, só ganhou significado anos depois.
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Antes mesmo de confirmar a condição com especialistas, a modelo já vinha sentindo sintomas típicos, como dores agudas, sensação de peso constante e edema persistente nas pernas. Foi justamente o comentário do morador de rua que a levou a buscar avaliações médicas mais aprofundadas e exames específicos.
Em sua publicação, Yasmin confessou que ficou surpresa ao constatar que alguém sem formação clínica tivesse conseguido identificar um sinal do lipedema. “Se ele, bêbado, de noite, na rua, conseguiu enxergar e percebeu o inchaço nas minhas pernas, tem que ter alguma coisa”, declarou ela com bom humor.
Apesar de ter encarado o episódio com leveza nas redes, a influenciadora ressaltou que o diagnóstico oficial exigiu diversas consultas, ultrassonografias e consultas com profissionais especializados. Para Yasmin, o reconhecimento da condição por um estranho antecedeu até mesmo o laudo médico.
O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo assimétrico e doloroso de gordura em regiões específicas, sobretudo em pernas, coxas e quadris, podendo atingir também os braços. Diferentemente da gordura comum, esse tecido provoca inflamação, sensibilidade e não responde adequadamente a dietas ou exercícios físicos.
Pacientes com lipedema frequentemente relatam perda de peso em áreas como rosto e tronco, mas mantêm ou apresentam pouco avanço na redução das regiões afetadas, o que auxilia no diagnóstico. Embora descrita desde a década de 1940, teve reconhecimento oficial pela Organização Mundial da Saúde apenas em 2019, fato que impulsionou a produção de estudos científicos nos últimos anos.

