Sérgio Moro afirma que paranaenses se orgulham da Lava Jato

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Orador em evento internacional destaca apoio à Operação Lava Jato (Foto: Instagram)

Na sexta-feira (09), o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), enfatizou que os moradores do estado valorizam a Operação Lava Jato e rejeitam qualquer retrato que minimize sua legitimidade. Em entrevista à Gazeta do Povo, o ex-juiz federal afirmou que a população paranaense não se deixou convencer por críticas que classificou como “narrativa mentirosa” sobre supostos abusos ou perseguição política. Segundo Moro, o apoio ao combate à corrupção foi decisivo para a consolidação de sua base eleitoral, pois refletiu a identificação do eleitorado com as iniciativas anticorrupção conduzidas em Curitiba. Ele ressaltou que a operação, aberta em 2014, atingiu a superfície de desvios milionários no setor público, estabelecendo um marco na história do Judiciário nacional.

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Moro destacou que todos os envolvidos condenados pela Lava Jato foram processados com base em provas robustas de desvio de recursos públicos, não havendo espaço para questionamentos de legalidade ou parcialidade no mérito das investigações. Para ele, o reconhecimento dessa base probatória explica o fato de os paranaenses manterem seu voto ligado ao sucesso da operação. Em sua avaliação, a Lava Jato fomentou uma nova cultura política no estado, estimulando a punição de agentes públicos e recuperando valores desviados dos cofres. Esse alinhamento entre eleitor e projeto era, na visão de Moro, um indicador claro de que a operação transcendeu a esfera judicial e se refletiu diretamente no cenário eleitoral local.

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Embora seu prestígio entre os eleitores seja elevado, o Supremo Tribunal Federal (STF) identificou irregularidades em atos de Moro durante a Lava Jato. Em 2021, a Corte declarou a suspeição do ex-juiz no processo do triplex do Guarujá, determinando a anulação de todos os atos processuais praticados por ele naquele caso. O entendimento dos ministros foi de que houve parcialidade na condução do processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultando na reversão de decisões judiciais que tinham como base as investigações comandadas por Moro.

Na mesma entrevista, o ex-magistrado comparou o contexto histórico das eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) foi alçado à Presidência, com o pleito de 2022, que devolveu Lula ao Palácio do Planalto. Para ele, a vitória de Bolsonaro em 2018 tinha sido vista como um “acidente histórico” motivado pelo clima de turbulência política e pelos impactos da Lava Jato. Caso Flávio Bolsonaro (PL) conquiste a Presidência no segundo turno deste ano, afirmou Moro, será possível reconsiderar essa leitura, apontando que o verdadeiro desvio histórico teria sido o retorno de Lula ao cargo em 2022.

No último domingo (04), Sergio Moro confirmou sua força eleitoral ao vencer as eleições para o governo do Paraná já no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos, totalizando 3.127.911 sufrágios. O resultado consolidou o apoio popular à sua trajetória contra a corrupção e marcou o início de sua gestão estadual a partir de janeiro.