Romeu Zema afirma que o problema do Brasil é ter bandidos soltos e critica sistema de Justiça

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Romeu Zema em comício em Montes Claros destaca endurecimento das penas (Foto: Instagram)

Em seu primeiro comício como candidato à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) colocou a segurança pública no centro de sua plataforma neste domingo (16). Durante seu discurso em Montes Claros (MG), ele criticou o funcionamento do sistema penal brasileiro, afirmando que “o problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta”. Zema acusou o Judiciário de não garantir a resposta adequada às infrações mais graves.

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O presidenciável também apontou que deseja ver o cidadão comum andando em vias públicas sem receio, “podendo andar com o celular na rua”. Ele revelou ter sido vítima de três assaltos e usou esse relato pessoal para reforçar a proposta de endurecimento das penas. “Vamos mudar isso. Vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem”, declarou, prometendo punir com rigor os crimes de maior gravidade.

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Entre as propostas de segurança, Zema destacou a intenção de erguer um “superpresídio” na região Norte destinado a líderes de facções criminosas. Ele argumentou que estruturas mais seguras e isoladas são fundamentais para interromper a atuação de organizações ilícitas. Sobre o pleito de outubro, o ex-governador ressaltou a importância do momento: “No dia 4 de outubro, vamos decidir se quem vai continuar à frente do Brasil são as pessoas que estão aí. Vamos definir o futuro das próximas gerações”.

Ao rememorar suas raízes familiares, Zema relembrou a vinda de imigrantes italianos ao País e lamentou que o Brasil tenha deixado de ser um destino almejado tanto por estrangeiros quanto pelos próprios brasileiros. “Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa. Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro”, afirmou o candidato, que busca reverter o êxodo de talentos para o exterior.

Como principal credencial para a corrida presidencial, Zema ressaltou sua gestão em Minas Gerais, alegando ter promovido progresso sem práticas ilícitas. “Aqui nós temos prosperidade. O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente”, declarou. O candidato defendeu que o País não é um fracasso, mas sim vítima de desvios: “Já mostramos que o Brasil não é um País fracassado. O Brasil é um País roubado”.

Zema também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), apontando que políticos se beneficiam financeiramente às custas da população. Sem citar nomes, ele acusou ocupantes de cargos elevarem seus ganhos, referindo-se a um contrato de R$ 129 milhões que coincide com o acordado pelo escritório da esposa de um ministro. “Criamos uma casta nova, a dos intocáveis, que estão lá em Brasília se considerando acima da lei”, disse. Ele ainda afirmou responder a um processo do ministro Gilmar Mendes e garantiu que não teme continuar denunciando irregularidades.