Ponte Preta é condenada a quitar dívida de mais de R$ 50 mil com padaria

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Ponte Preta condenada a pagar R$ 53 mil a padaria de Campinas (Foto: Instagram)

A Justiça determinou que a Associação Atlética Ponte Preta pague R$ 53.280,14 a uma padaria de Campinas, localizada nas proximidades do Estádio Moisés Lucarelli, em razão da não quitação de fornecimento de alimentos iniciado em maio de 2025. O estabelecimento recorreu ao Judiciário após o clube não efetuar o pagamento pelos serviços contratados.

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A sentença foi assinada no fim de setembro pelo juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra, da 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas. A Ponte Preta argumentou que não havia comprovantes assinados das entregas, mas o magistrado considerou que manifestações públicas de dirigentes do clube admitindo a obrigação reforçaram o vínculo de pagamento.

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Além do valor principal, a quantia será acrescida de juros e correção monetária conforme índices oficiais. A Justiça concedeu à Ponte o benefício da gratuidade judiciária e determinou que o pagamento seja executado pelo Regime Centralizado de Execuções (RCE), seguindo o plano de credores estipulado. A assessoria do clube informou que a diretoria não vai se manifestar sobre o assunto.

Essa condenação integra a série de entraves financeiros que afetam a Macaca. Em declaração recente, o diretor jurídico José Henrique Specie afirmou que o clube vive situação de “quase insolvência” e enfrenta dificuldades para equilibrar as contas.

Em estudo de auditoria realizado durante as tratativas para criar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) — proposta recusada pelos sócios —, a dívida total da Ponte Preta foi estimada em aproximadamente R$ 320 milhões, sem considerar cerca de R$ 20 milhões em débitos de IPTU. O documento apontou um déficit mensal de R$ 2,8 milhões e um resultado negativo de R$ 33,5 milhões no balanço de 2025.

A escassez de recursos gerou atrasos recorrentes no pagamento de salários desde o ano passado. Em agosto, os atletas chegaram a suspender os treinos por uma semana como forma de protesto. Conforme relatos, alguns jogadores passaram cerca de seis meses sem receber e houve casos com atrasos que se estenderam por quase um ano.

Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, citados em ações ajuizadas contra o clube, indicam que a Ponte Preta acumulou 210 processos trabalhistas desde 2022, sendo 55 deles registrados em 2026 até o dia 24 de setembro.

Dentro de campo, o desempenho também foi comprometido. Na temporada mais recente, a equipe foi rebaixada no Campeonato Paulista e na Série B do Brasileiro, onde ficou 22 partidas sem vencer, estabelecendo o maior jejum de triunfos da história da competição.