
Suspeito invade CMEI no São Braz, faz 13 crianças reféns e é neutralizado pelo BOPE (Foto: Instagram)
Na tarde de sexta-feira (09), um homem armado com uma faca invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil do bairro São Braz, em Curitiba, e manteve 13 crianças, de 4 a 5 anos, como reféns por cerca de três horas. De acordo com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), o agressor também portava um simulacro de arma de fogo. Ao final das negociações, os alunos foram resgatados e o suspeito foi morto pela equipe do BOPE.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Durante as tratativas, o invasor exibiu comportamento imprevisível, agrediu algumas das crianças e espalhou líquido inflamável pelo chão, ameaçando iniciar um incêndio. Percebendo o aumento do perigo, a corporação acionou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) para apoiar o cerco e garantir a integridade dos reféns.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Por precaução, as demais crianças que não estavam sob domínio do suspeito foram rapidamente retiradas do interior do CMEI e encaminhadas a uma área segura nas imediações. Equipes do Corpo de Bombeiros, paramédicos e profissionais de saúde prestaram apoio psicológico e de primeiros socorros, além de dar suporte às negociações com o invasor.
Segundo o coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da PMPR, a ação tática ocorreu ao perceber que os pequenos entravam em estado de estresse elevado e corriam risco iminente. “Quando ele passou a machucar as crianças e segurou o isqueiro ameaçando botar fogo, não havia outra alternativa senão o adentramento para evitar um mal maior”, afirmou.
A identidade do agressor foi confirmada somente após a intervenção policial. Nesse momento, foi revelado que ele sofria de esquizofrenia e, durante toda a negociação, não conseguiu articular falas coerentes que explicassem suas intenções ou a escolha do local.
Das 13 crianças, cinco foram levadas a unidades de saúde para exames mais detalhados, pois apresentavam sinais de ferimentos causados por agressões. Uma delas teve cortes visíveis no rosto. As demais foram inspecionadas no próprio CMEI e liberadas sob os cuidados de familiares, com acompanhamento psicológico imediato.
A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias e motivações do crime. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que levou o invasor a atacar a creche. Investigadores deverão analisar imagens de câmeras de segurança e colher depoimentos de testemunhas para esclarecer os fatos.






