No Sertão de Pernambuco, existe um município onde o número de caprinos impressiona até quando comparado à própria população. Floresta registrou 426.195 cabras em 2023, enquanto o Censo de 2022 contabilizou 30.137 moradores. Na prática, a quantidade de animais equivale a mais de 14 caprinos para cada habitante, revelando a dimensão que a criação alcançou na região.
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O município também aparece entre os principais criadores do país. Em 2023, Floresta liderava o ranking estadual, à frente de Petrolina, que registrava cerca de 295 mil animais. Custódia e Sertânia também tinham grandes rebanhos, mas ficaram bem abaixo dos números de Floresta. Além dos caprinos, o município contava com aproximadamente 190 mil ovinos, reforçando a importância dos pequenos ruminantes para a atividade rural local.
A relação de Floresta com a pecuária, porém, não começou agora. A formação do município remonta ao século XVIII e esteve ligada a antigas fazendas e currais utilizados para a criação e passagem de gado. Ao longo das décadas, a atividade rural permaneceu como parte importante da identidade do território, enquanto a caprinocultura ganhou cada vez mais espaço. O município chegou a ocupar posições de destaque nacional em diferentes levantamentos e, em 2013, teve o maior rebanho caprino do Brasil.
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A força da criação também exige regras específicas. Em Pernambuco, os produtores precisam atualizar periodicamente os dados dos rebanhos, incluindo informações sobre a localização das propriedades. Em 2024, novas regras estaduais reforçaram esse controle sanitário para caprinos e outros animais. Com milhões de cabeças espalhadas pelo Nordeste e Floresta entre os grandes criadores brasileiros, a criação de cabras continua sendo muito mais que uma curiosidade: é uma atividade que atravessa gerações e ajuda a explicar a própria dinâmica do Sertão.













