Mulheres se reúnem em apoio a mãe acusada de matar os três filhos

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Cerca de 300 mulheres e alguns homens participaram, na última quinta-feira (20), de uma manifestação em frente ao tribunal de Plymouth, nos Estados Unidos, em apoio a Lindsay Clancy, de 36 anos, acusada pelas mortes dos três filhos. O ato chamou atenção para as condições de atendimento à saúde mental de mulheres, segundo os participantes.

As manifestantes usaram roupas cor-de-rosa e camisetas com mensagens como “Paz para Lindsay” e “Justiça para Lindsay”. O grupo permaneceu em silêncio por mais de uma hora. Depois, os participantes formaram um círculo, rezaram e levantaram os braços em apoio à acusada.

April Vincent, assistente jurídica de 52 anos, participou do protesto e afirmou que mulheres não são ouvidas quando procuram ajuda. “As mulheres são descartadas, negligenciadas e ignoradas quando falamos”, disse Vincent, de Providence, em Rhode Island.

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Lindsay Clancy se declarou inocente das acusações relacionadas às mortes dos três filhos, que tinham entre oito meses e cinco anos. A defesa não nega que ela tenha matado as crianças, mas sustenta que a acusada não deve responder criminalmente por estar mentalmente doente.

Os advogados afirmam que Clancy apresentava psicose pós-parto, condição associada ao estresse, à falta de sono e a alterações hormonais após o parto. Pesquisadores estimam que o quadro atinja entre uma e duas mulheres a cada mil partos.

A acusação apresenta uma versão diferente. Os promotores afirmam que a então enfermeira planejou as mortes em 24 de janeiro de 2023 e criou uma situação para que o marido deixasse a residência. Segundo eles, Clancy pediu que ele comprasse medicamento para uma das crianças e o jantar da família.

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Depois das mortes, Clancy tentou tirar a própria vida e ficou paralisada da cintura para baixo. A acusação também questiona a gravidade da tentativa de suicídio.

As informações sobre a manifestação foram divulgadas pela Associated Press.