Mulher acorda após 27 anos em estado de consciência mínima e surpreende ao chamar pelo filho

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Munira Abdulla, dos Emirados Árabes Unidos, recuperou a consciência após passar 27 anos em estado de consciência mínima devido a uma lesão cerebral sofrida em um acidente de trânsito, em 1991. Na época, ela tinha 32 anos e ficou gravemente ferida ao proteger o filho, Omar, de quatro anos, durante uma colisão com um ônibus. Em 2018, enquanto estava internada em um hospital na Alemanha, voltou a falar e pronunciou o nome do filho.

Omar, que acompanhou a recuperação da mãe ao longo dos anos, contou ao jornal The National que percebeu os primeiros sinais de mudança depois de uma discussão ocorrida no quarto do hospital. Segundo ele, Munira pareceu reagir ao que estava acontecendo ao seu redor. “Houve um mal entendido no quarto e ela sentiu que poderia estar em risco, o que causou nela um choque”, relatou.

Nos dias seguintes, o filho começou a ouvir sons que não costumava escutar da mãe. Ele procurou a equipe médica para relatar o comportamento, mas, inicialmente, não foram identificadas alterações. “Ela começou a fazer barulhos estranhos e eu pedia para os médicos a examinarem, mas eles diziam que estava tudo normal”, contou.

Três dias depois, Munira pronunciou o nome de Omar. O momento marcou uma mudança na condição da paciente, que havia passado quase três décadas sem conseguir se comunicar verbalmente. “Era ela! Ela estava dizendo meu nome. Por anos, eu sonhei com esse momento e o meu nome foi a primeira coisa que ela disse”, relembrou.

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O acidente que provocou a lesão cerebral aconteceu quando Munira retornava da escola com o filho. O carro era dirigido pelo cunhado dela e acabou envolvido em uma colisão com um ônibus. Ao perceber que o impacto seria inevitável, a mãe abraçou o menino para protegê-lo. Omar não sofreu ferimentos, mas ela teve lesões graves na cabeça.

Após receber os primeiros atendimentos, Munira foi transferida para Londres. Os médicos descreveram sua condição como estado vegetativo, embora ela apresentasse capacidade de sentir dor. Posteriormente, retornou aos Emirados Árabes Unidos, onde permaneceu internada em diferentes hospitais, recebendo alimentação por sonda e sessões de fisioterapia para prevenir a atrofia muscular.

Em 2017, a família conseguiu apoio da Corte Real de Abu Dhabi para transferi-la a uma unidade hospitalar na Alemanha. Durante a internação, ela passou por cirurgias para corrigir o encurtamento dos membros e iniciou um novo tratamento medicamentoso.

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Mesmo depois de tantos anos, Omar afirmou que continuava acreditando na possibilidade de a mãe recuperar a consciência. “Eu nunca desisti dela, porque sempre tive a sensação que um dia ela acordaria”, declarou.

Desde que voltou a falar, Munira apresentou avanços graduais na comunicação. Ela passou a responder a estímulos e a participar de algumas conversas, enquanto continuou recebendo acompanhamento médico e fisioterapia em Abu Dhabi.

Ao compartilhar a experiência da família, Omar explicou que desejava transmitir uma mensagem a outras pessoas que convivem com situações semelhantes. “O meu motivo para compartilhar a história dela é dizer para as pessoas não perderem a esperança. Não considerem que a pessoa que você ama está morta, se ela se encontrar nesse estado”, afirmou.