Mãe e filha enfrentam câncer de mama juntas e comemoram remissão: “É vida nova”

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Silvana e Diana Alcântara, moradoras de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, receberam o diagnóstico de câncer de mama em 2023 e passaram pelo tratamento lado a lado. Após quimioterapia, cirurgia e radioterapia, mãe e filha receberam a notícia de que a doença estava em remissão.

Diana, que é advogada, descobriu o tumor durante um autoexame. Como fazia acompanhamento médico para engravidar, procurou o médico para investigar o nódulo e realizou exames para verificar se havia câncer e se o tumor era maligno. “Meu nódulo era palpável, e eu com acompanhamento para engravidar, voltei ao médico para rastrear, fazer todo tipo de exame para saber se era um câncer e se era maligno”, relatou ao G1.

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A biópsia confirmou o câncer. Enquanto Diana iniciava o tratamento, Silvana também recebeu o resultado de alterações identificadas em uma mamografia. “Enquanto ela fazia o rastreamento, eu comecei o meu tratamento com quimioterapia”, contou Diana.

Apesar de enfrentarem a doença ao mesmo tempo, mãe e filha seguiram uma ordem diferente nos procedimentos. As duas passaram por 16 sessões de quimioterapia, cirurgia e radioterapia. “Só inverte, porque eu comecei a quimio para a cirurgia e minha mãe passou pela cirurgia para depois fazer a quimio”, explicou Diana.

Durante o tratamento, uma encontrou apoio na outra. Silvana contou que buscou forças na fé e também na relação com a filha para enfrentar aquele período. “A minha força primeiro veio do Senhor, porque eu tenho essa experiência com Deus e nada me abala. E eu arranjei força materna para estar bem, porque eu não queria que minha filha sofresse mais do que ela já estava sofrendo. Porque acho que para ela foi mais difícil”, disse.

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A primeira a receber a notícia da remissão foi Diana, em setembro de 2024. Em janeiro deste ano, Silvana também soube que havia vencido a doença.

Apesar da remissão, as duas tiveram orientações diferentes para a continuidade do acompanhamento. Diana explicou que o tipo de câncer de cada uma interfere na duração do tratamento. “Como o meu câncer não é hormonal e o da minha mãe é, ela ainda vai continuar com o tratamento por mais um tempo. Eu já encerrei o meu”, detalhou.

Para Silvana, a experiência também mudou a maneira como passou a enxergar a própria vida. “Só senti vitória, um amadurecimento. Senti melhora na minha filha e em mim também, porque é vida pós o câncer. Antes você pensa de uma forma e depois você valoriza mais as mínimas coisas, o seu tempo, a sua vida, sua família, tudo é diferente. Você não é mais a mesma. É vida nova”, concluiu.