
Carro dos carabinieri durante ação em Chieri, nos arredores de Turim (Foto: Instagram)
Um homem foi detido na cidade de Chieri, nos arredores de Turim, sob a acusação de torturar a companheira por cerca de 12 horas no âmbito de uma prática sexual extrema que teria ultrapassado os limites combinados pelo casal. A prisão foi efetuada pelos carabineiros a pedido da promotoria local, após autorização da Justiça de Turim.
Investigadores apuraram que o episódio se desenrolou em um contexto de BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo), inicialmente consentido, mas que se tornou violência física e psicológica contínua. A vítima, cuja identidade não foi divulgada, relatou ter revogado o consentimento ao longo das horas de agressão.
No dia 3 de outubro, a mulher deu entrada no Hospital de Chieri em uma ambulância, apresentando traumatismo facial, sinais evidentes de estrangulamento e diversos ferimentos pelo corpo. Ainda no transporte, profissionais de saúde notaram abraçadeiras plásticas presas em seus tornozelos e, ao longo do atendimento, registraram marcas compatíveis com choques elétricos e lesões por pressão.
Após o chamado de emergência feito pela vítima, os carabineiros da delegacia de Chieri foram acionados pelos paramédicos para colher seu depoimento e vistoriar o local dos fatos. Ao chegar à residência do casal, os agentes encontraram sinais recentes de luta e o suspeito tentando organizar o imóvel, aparentemente sob efeito de substâncias ilícitas.
Durante as buscas, os policiais localizaram na casa um dispositivo improvisado fixado à parede, que, conforme confissão do próprio homem, foi usado para suspender a mulher pelos pulsos. O cenário apresentava móveis deslocados e fragmentos de objetos quebrados, reforçando a versão de confronto físico intenso.
Também foram apreendidos uma arma de choque artesanal, construída a partir de um mata-mosquitos elétrico modificado, e uma pistola de ar comprimido com diversos cartuchos. Além desses itens, foram recolhidos instrumentos voltados a práticas sexuais extremas, alguns com pontas de metal e correntes, compatíveis com o relato de tortura prolongada.
No apartamento, os agentes encontraram ainda vestígios de cocaína e heroína, substâncias que, segundo fontes ligadas ao caso, teriam sido consumidas pelo casal antes e durante o episódio. Em sua defesa, o homem afirmou que eles haviam combinado “palavras de segurança” para interromper a atividade caso a parceira se sentisse desconfortável, mas que tais termos não teriam sido acionados. A dona da casa, porém, sustenta que expressou recusa em diversos momentos e que o consentimento inicial foi revogado no decorrer da violência.






