
Lucas Pavanato em discurso na Câmara: ‘Hora de reagir ao arbítrio’ (Foto: Instagram)
Lucas Pavanato, vereador de São Paulo e deputado federal eleito com votação histórica, sustenta que a insatisfação do eleitor com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sinaliza uma guinada conservadora para o país. Aos 28 anos, ele destaca que o clima de protesto contra abusos da Corte e o “projeto político” do PT pavimenta o caminho para a direita se consolidar.
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Com pouco mais de três milhões de votos, Pavanato ficou em segundo lugar no Brasil, atrás apenas do colega mineiro Nikolas Ferreira, que o apoiou oficialmente no primeiro turno. Ele atribui diretamente esse desempenho ao embate político com a Suprema Corte e defende o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, cujo trabalho classifica como perseguição.
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O deputado eleito criticou a atuação dos magistrados do STF, afirmando que o tribunal deve se limitar a julgar temas estritamente constitucionais. Pavanato propõe também um teto para o número de indicações que um mesmo presidente da República pode fazer, alerta que Lula indicaria entre quatro e cinco novos ministros caso reelegido e defende que isso ameaçaria a democracia, criando uma hegemonia de um só partido.
Em referência à Revolução Constitucionalista de 1932, o parlamentar ressaltou a tradição paulista de enfrentar o que considera ditaduras. “Assim como em 1932 as forças de São Paulo se ergueram contra Vargas por uma nova Constituição, hoje enfrentamos outro arbítrio”, comparou o deputado eleito em entrevista ao Estadão.
Sobre a medida provisória que proíbe sites de apostas, Pavanato declarou-se favorável à limitação das plataformas de “bets” no Brasil, destacando que a falta de transparência dos algoritmos configura um verdadeiro estelionato, já que o apostador não conhece as probabilidades de perda no ambiente virtual.
Quanto ao fim da escala 6×1, ele disse apoiar a redução da jornada de trabalho, mas rejeitar “soluções populistas da esquerda”. Citou o projeto de Erika Hilton (PSOL), segunda mais votada em São Paulo, argumentando que mudanças radicais podem gerar desemprego, piorar as condições laborais e elevar preços ao consumidor.
Nos planos de seu mandato, Pavanato pretende propor a redução da maioridade penal em crimes hediondos, baseando-se na jurisprudência; combater leis identitárias; estreitar as regras de aborto; e buscar a libertação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro, assim como do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e outros crimes contra a ordem democrática.
Por fim, o deputado eleito elogiou a aliança com Nikolas Ferreira e antecipou que ambos liderarão o maior projeto de direita em nível federal, ressaltando que o expressivo apoio paulistano reflete sua atuação independente e esforço de campanha.






