Flávio ou Lula? Veja os apoios dos candidatos derrotados no segundo turno

Posted by

–


Bolsonaro e Lula intensificam campanha para o segundo turno (Foto: Instagram)

A eleição presidencial será definida entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Logo após o resultado do primeiro turno, alianças políticas começaram a se formar, e os postulantes que ficaram de fora declararam suas preferências — seja pelo bolsonarista, pelo petista ou pela neutralidade.

O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado com 2,89% dos votos válidos (3.448.569), oficializou apoio a Flávio Bolsonaro. A aliança foi anunciada após um encontro entre os dois, quando o candidato do PL assinou um compromisso público com propostas defendidas por Cury, entre elas a “pacificação da nação”. Em nota, o autor afirmou que não fará parte de um eventual governo e manterá independência para cobrar o cumprimento dos acordos. “Meu apoio não é um cheque em branco”, enfatizou. “Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo.”

Renan Santos (Missão), que obteve 2,24% dos votos válidos (2.675.887), optou pela neutralidade no segundo turno e liberou seus eleitores para escolher livremente. Na noite do primeiro turno, ele já havia afirmado: “Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido.” Em transmissão ao vivo no canal do Movimento Brasil Livre (MBL), reforçou não ter declarado apoio a nenhum dos dois e desabafou: “Eu tenho asco ao Flávio Bolsonaro, eu tenho ojeriza a esses caras.”

Do lado do bolsonarismo, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18% dos votos válidos (2.605.148), anunciou apoio a Bolsonaro em evento em Goiânia. “Aqui o PT não tem vez, vamos juntos com Flávio Bolsonaro”, declarou o ex-governador de Goiás, ao lado de nomes como Tarcísio de Freitas e Daniel Vilela. Romeu Zema (Novo), que ficou com 0,27% (326.488 votos), também declarou voto em Bolsonaro: “Nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25, derrotar o Lula e o PT. Nem mais quatro anos de Lula.”

Clariana Barão (DC), penúltima colocada com 0,03% dos votos (40.043), definiu seu apoio ao bolsonarista. Nas redes sociais, ressaltou ter ouvido mulheres “que querem trabalhar, cuidar dos filhos e viver sem medo” e afirmou ter cobrado de Bolsonaro ações concretas para priorizar a proteção de mulheres e crianças.

Em apoio ao petista, Samara Martins (UP), com 0,10% (122.911 votos), convocou militantes a votar no 13 em defesa da nacionalização das riquezas, do fim dos feminicídios, do aumento de 100% do salário mínimo, da extinção da escala 6×1 e da obrigatoriedade de uso do SUS. Hertz Dias, que somou 0,04% (43.103 votos), publicou vídeo contra Flávio Bolsonaro e conclamou um “voto crítico” em Lula, alegando que o projeto bolsonarista “combina autoritarismo e aprofundamento da barbárie capitalista”. Edmilson Costa (PCB), que obteve 0,02% (22.693 votos), também apoiou Lula de forma crítica, defendendo que a prioridade seja “a derrota da extrema-direita e a defesa das liberdades democráticas”.

Veterinário Wilson Grassi (Democrata), com 0,01% dos votos válidos (16.881), e Rui Costa Pimenta (PCO), também com 0,01% (15.024), ainda não anunciaram apoio no segundo turno.