Flávio Bolsonaro evita comentar ‘Caiado ministro’, mas diz haver convergência

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Flávio Bolsonaro evita confirmação de nomeação de Ronaldo Caiado como ministro em ato em Goiânia (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), manteve-se cauteloso nesta terça-feira (06) sobre a possibilidade de nomear Ronaldo Caiado (PSD) como ministro, caso seja eleito. A declaração foi feita durante um ato em Goiânia, onde apoiadores de Caiado chegaram a gritar “ministro” em sua direção. Questionado, Flávio preferiu não confirmar qualquer compromisso formal apesar do clima de apoio.

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Apesar de evitar a resposta, Flávio ressaltou o valor do endosso recebido do ex-governador de Goiás. Ele afirmou que há um forte alinhamento programático entre suas campanhas e chegou a dizer que concorda “115%” com as propostas apresentadas por Caiado. O candidato do PL recebeu de Caiado um documento com um rol de iniciativas conjuntas.

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No discurso, Flávio também lembrou dos embates históricos entre Caiado e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é filho. Segundo ele, já presenciou crises de relacionamento, mas destacou que agora existe união em torno de um mesmo projeto. O candidato disse ainda que pretende se inspirar nos modelos de segurança pública adotados em Goiás e em São Paulo, defendeu o endurecimento penal e voltou a criticar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio fez questão de afirmar que a aliança demonstra maturidade política e alertou para “ameaças” que, em sua visão, pairam sobre o País caso prevaleça o atual presidente. “Nossa união mostra nossa maturidade. Daqui para frente, o Brasil está sob ameaça. Acabou para Lula”, afirmou o candidato, prometendo também estender “o tapete verde e amarelo” para atrair investimentos ao estado de Goiás.

Ronaldo Caiado afirmou que seu apoio a Flávio Bolsonaro será “integral e de corpo inteiro”. Durante o mesmo evento em Goiânia, o ex-governador declarou que a mobilização em favor do candidato do PL ocorrerá em tempo integral e previu que Goiás registrará a maior votação para Flávio. Caiado também mencionou que, se Flávio vencer, concederá indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso.

No discurso, Caiado frisou que se coloca como “empecilho” para que o Brasil não siga o caminho da Venezuela e celebrou o resultado da eleição para o Congresso, afirmando que o País “já conta com um Legislativo mais à direita”. O ex-governador concluiu que o momento exige busca por alianças fortes para defender a soberania nacional e as liberdades individuais.

O encontro em Goiânia teve ainda a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio elogiou Tarcísio pelo “intercâmbio” de viagens pelo País, e o paulista, por sua vez, exaltou a trajetória ilibada de Caiado, lembrando que em 1989 o ex-governador já dava “porrada” em Lula nas urnas. Tarcísio reforçou que enfrentaram um “governo incompetente” e garantiu que São Paulo continuará apoiando Flávio para “um Brasil sem PT”.