
Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo no plenário do Senado (Foto: Instagram)
A pouco mais de uma hora para o término da propaganda eleitoral, o senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, realizou uma transmissão ao vivo para apresentar seus indicados ao Senado e o postulante ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, também filiado ao PL. Durante a live, ele lembrou aos eleitores que são disputadas duas vagas por Estado e reforçou a importância de registrar o chamado “voto casado”, unindo a escolha dos senadores aos candidatos do partido. O objetivo, segundo o parlamentar, é ampliar a representação do PL na Casa Alta, responsável, entre outras funções, por julgar processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Na sequência, Flávio Bolsonaro destacou a necessidade de contar com um Senado alinhado ao Executivo para manter o equilíbrio entre os poderes e exercer fiscalização sobre o Judiciário. Ele criticou o que chamou de omissão da Casa nas ocasiões em que deveria atuar para conter “disfunções” ou “desequilíbrios” do tribunal, ressaltando ser fundamental que os parlamentares estejam comprometidos com a agenda do governo.
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Flávio afirmou ainda que ninguém está acima da lei, o que, segundo ele, não configura ataque às instituições. O senador criticou magistrados que, em sua avaliação, agem de forma incorreta e se valem do cargo para abusar de poder, defendendo que “quem errar ou usar a caneta de maneira equivocada” deve responder legalmente pelos atos.
O candidato pelo PL considerou estas eleições “as mais importantes de nossas vidas” e classificou o PT como uma ameaça à democracia. Ele afirmou que, segundo seus cálculos, o atual governo já gastou mais de R$ 350 bilhões para se manter no poder, acusou o partido de usar a Polícia Federal e ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para perseguir adversários e manifestou insatisfação com o desempenho do ex-presidente em debates televisivos, sem apresentar provas.
Em defesa de sua proposta, Flávio Bolsonaro disse ser o único concorrente à Presidência a apresentar uma emenda constitucional (PEC) para extinguir a reeleição, argumentando que quer apenas um mandato para cumprir seu projeto político. “Só preciso de um mandato para fazer o certo”, afirmou.
Com base na sua experiência parlamentar, ele afirmou saber conduzir a articulação no Congresso Nacional e projetou que, se eleito, encontrará um Legislativo ainda mais alinhado ao centro-direita, com deputados e senadores comprometidos com as pautas bolsonaristas. Por fim, declarou que o presidente Lula “deve seu mandato” ao ministro Alexandre de Moraes e criticou o petista por ter, em sua visão, abandonado a negociação política com o Congresso em favor de apoios no STF.






