Esposa de Maduro solicita prisão domiciliar por problemas de saúde

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Cilia Flores e Nicolás Maduro durante ato público (Foto: Instagram)

Cilia Flores, esposa do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, entrou com um pedido formal ao Tribunal Distrital do Sul de Nova York para cumprir prisão domiciliar em razão de sérias complicações cardíacas e outras questões de saúde. Aos 69 anos, ela está presa desde janeiro e depende de uso contínuo de medicamentos para controlar episódios graves que já teriam se repetido durante a detenção. A defesa sustenta que as condições da unidade prisional não oferecem ambiente adequado para sua plena recuperação e que a transferência a uma residência particular garantiria melhor atendimento médico e monitoramento constante.

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No documento protocolado na quarta-feira (9), os advogados Mark E. Donnelly e Andres Sanchez pedem ao juiz federal Alvin K. Hellerstein autorização para que Flores cumpra prisão domiciliar. Segundo o pedido, além das complicações cardíacas, ela enfrenta outros problemas crônicos de saúde que requerem repouso e observação contínua. A petição reforça que a detida já sofreu episódios de descompensação no cárcere e, por isso, exige um ambiente que permita acesso mais rápido a tratamentos e exames de emergência, caso ocorra agravamento de seu quadro clínico.

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Os defensores de Flores pedem, ainda, que a prisão domiciliar seja monitorada por uma equipe armada 24 horas por dia e que ela seja equipada com um dispositivo de rastreamento via GPS para garantir controle das autoridades. Propõem visitas restritas de familiares e assessores, além de autorização para interceptação de comunicações telefônicas, como medidas compensatórias à liberdade de locomoção. A estratégia, segundo os advogados, une observância das normas de segurança do tribunal e preservação da saúde e integridade física de Cilia Flores.

Caso o juiz Alvin K. Hellerstein acate o requerimento, Flores seria transferida de forma imediata para o endereço indicado pela defesa, onde teria à disposição todos os recursos médicos necessários. Até a decisão final, seu processo segue em tramitação, com vista ao parecer do Ministério Público Federal. A proposta aguarda manifestação das autoridades norte-americanas, que devem avaliar não apenas os laudos médicos apresentados, mas também os termos de segurança para cumprimento da eventual prisão domiciliar.