
Sol forte anuncia El Niño recorde até 2027 (Foto: Instagram)
O fenômeno climático El Niño deverá manter seus impactos até o início de 2027, gerando mudanças significativas nos padrões de temperatura e chuva em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), esse cenário vai muito além do simples aquecimento dos oceanos, influenciando regimes de precipitação e eventos meteorológicos extremos em múltiplas regiões.
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A OMM estima probabilidade próxima de 100% de que o El Niño se mantenha ativo até fevereiro de 2027, atingindo seu ápice em dezembro deste ano. As projeções sazonais apontam para temperaturas na superfície do Pacífico tropical central e oriental que podem atingir até 3,7°C acima da média histórica, valores que se aproximam de recordes anteriores e devem acelerar impactos climáticos em várias partes do globo.
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Os modelos de previsão que embasam essas estimativas são elaborados com base em dados coletados por 13 centros internacionais, envolvendo medições de boias oceânicas, satélites e radiossondas. Essa combinação de fontes permite avaliar com maior precisão a evolução da temperatura superficial do mar e projetar seus efeitos sobre os sistemas atmosféricos.
Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, esclareceu durante o Fórum Global de Calor, em Bangkok, que o El Niño não gera calor extra, mas libera o calor previamente armazenado nas camadas inferiores do oceano. “O El Niño não adiciona calor novo ao planeta. Ele libera o calor que o oceano já vem armazenando abaixo da superfície”, explicou, reforçando o papel das correntes oceânicas na dinâmica climática global.
No Brasil, a intensificação do El Niño pode provocar variações no volume e na distribuição das chuvas, com risco de estiagens em algumas regiões e chuvas acima da média em outras. Além disso, partes do oceano Índico também devem apresentar elevação térmica, o que pode alterar padrões de precipitação em áreas frequentemente influenciadas por ventos alísios. A OMM alerta que este episódio tem potencial para ser um dos mais intensos desde 1950, demandando acompanhamento contínuo para avaliar seus desdobramentos sobre temperaturas e regimes de chuva.






