
Edinho Silva intensifica diálogo para ampliar palanques regionais (Foto: Instagram)
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (06) que manteve contatos diretos com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para discutir o apoio da sigla no segundo turno das eleições. Segundo Edinho, Kassab deixou claro que o PSD seguirá em posição de neutralidade na disputa presidencial, mas garantiu espaço para que o PT dialogue com lideranças regionais do partido em busca de eventuais apoios conforme o desenrolar da campanha. Edinho ressaltou a relevância dessa articulação para ampliar palanques locais e reforçar a presença de Lula em Estados onde o PT enfrenta maior resistência.
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Além do PSD, Edinho relatou conversa com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que indicou não ter tomado uma decisão definitiva sobre o segundo turno e sinalizou abertura para discussões em âmbito regional. O Republicanos é a legenda que abriga o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e, ainda que mantenha cautela quanto à definição de apoio, tende a avaliar as candidaturas de acordo com a realidade política de cada Estado, abrindo portas para chapas estaduais alinhadas ao PT. Edinho destacou a importância de preservar esse canal de diálogo para futuras negociações dentro das federações.
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O presidente do PT também mencionou contatos com outras legendas, entre elas União Brasil, PP e Avante. Ele destacou que o ex-ministro do Esporte e futuro senador André Fufuca (PP) afirmou que, mesmo com o apoio oficial do PP a Flávio Bolsonaro no segundo turno, continuará atuando abertamente pela campanha de Lula. Edinho acrescentou ainda que a senadora eleita Teresa Surita (MDB) declarou adesão ao projeto de reeleição do presidente da República, e que há negociações em andamento com dirigentes do Avante para alinhar empenhos regionais em favor de Lula.
Para estruturar as próximas fases da campanha, Edinho Silva informou que o PT reunirá nesta quarta-feira, dia 7, todos os parlamentares eleitos e os atuais deputados e senadores do partido e das legendas aliadas. A ideia é consolidar estratégias de comunicação, organizar cronogramas de visitas e definir funções específicas na coordenação do segundo turno. Na avaliação de Edinho, a participação integrada de todos os congressistas reforçará a logística de mobilização e a unidade do arco de alianças.
Na equipe de coordenação nacional, o presidente do PT confirmou que os senadores Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) serão incorporados para fortalecer as atuações regionais. Além disso, Edinho defende um papel mais destacado para o vice-presidente Geraldo Alckmin, sugerindo que ele assuma responsabilidades maiores na organização das ações de campanha, com foco especial em Estados do Sudeste e do Centro-Oeste.
Em tom crítico, Edinho Silva atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de atuar contra a proposta de emenda à Constituição que encerra a escala de trabalho 6×1, em benefício de grupos econômicos. O dirigente petista também afirmou que o atual modelo de Judiciário “não serve à população brasileira” e defendeu uma reforma ampla no sistema, com aprimoramento de instâncias de controle e maior transparência nos processos.






