Mesmo em um país tropical como o Brasil, mudanças na luminosidade e nas estações podem afetar a saúde mental de pessoas mais vulneráveis. A depressão sazonal é marcada por episódios depressivos que surgem ou pioram em determinadas épocas do ano e depois diminuem, seguindo um padrão que pode se repetir. A menor exposição à luz natural pode influenciar o relógio biológico e substâncias como serotonina e melatonina.
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Os sintomas podem ser semelhantes aos de outros quadros depressivos, incluindo humor deprimido, perda de interesse ou prazer, cansaço intenso e alterações no sono e no apetite. A principal diferença está no padrão: os sintomas aparecem ou se intensificam em determinada estação, melhoram depois e voltam a ocorrer em períodos semelhantes nos anos seguintes.
O quadro pode atingir principalmente pessoas que já apresentam maior vulnerabilidade a episódios depressivos e que são mais sensíveis às mudanças ambientais, climáticas e de luminosidade. Isso significa que o inverno, sozinho, não provoca a depressão: existe uma combinação entre características individuais e fatores ambientais. A chamada tristeza de fim de ano, por outro lado, não deve ser confundida automaticamente com depressão sazonal, já que pode estar ligada à solidão, frustrações e expectativas do período.
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Quando a tristeza deixa de ser passageira e começa a causar sofrimento significativo ou atrapalhar a vida profissional, acadêmica, familiar ou social, é importante buscar avaliação de um profissional de saúde mental. O tratamento pode envolver psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, em alguns casos, medicamentos. Hábitos como sono adequado, atividade física, alimentação equilibrada e exposição segura à luz natural também podem fazer parte dos cuidados.
















