Daniela Mercury aproveita Rock in Rio e ironiza cinebiografia de Bolsonaro

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Daniela Mercury faz protesto teatral no Rock in Rio (Foto: Instagram)

Durante o show dos Gilsons com o Olodum no Palco Sunset do Rock in Rio, Daniela Mercury realizou uma performance política ao vestir uma fantasia de cavalo preto e distribuir notas cenográficas. A ação foi direcionada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e fez alusão às investigações da Polícia Federal sobre possíveis desvios de verbas e irregularidades no financiamento da produção.
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O protesto surgiu de forma inesperada em meio ao festival, que reunia grandes nomes da música baiana. Sem aviso prévio, a artista entrou no palco durante a apresentação dos Gilsons e trouxe para o público uma provocação direta ao tema político, usando elementos teatrais para enfatizar a mensagem.
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A fantasia de cavalo preto referenciava o título “Dark Horse” e, enquanto a performance acontecia, notas falsas eram entregues aos espectadores com a inscrição “proteja a democracia”. O uso do dinheiro cenográfico reforçou a crítica às suspeitas de que recursos públicos tenham sido desviados para custear o longa. A atitude chamou atenção não apenas pela encenação, mas também pelo posicionamento de Mercury em relação às investigações da PF.

Após o show, Daniela Mercury compartilhou imagens do protesto em suas redes sociais e reforçou a mensagem de defesa dos valores democráticos. Em sua publicação, ela declarou: “Vamos proteger a nossa democracia e a nossa soberania”, convocando seguidores a acompanhar os desdobramentos das apurações.

O filme “Dark Horse” está sob análise da Polícia Federal em uma operação que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta semana. Entre os alvos, destacam-se o deputado federal Mário Frias (PL-SP), apontado como idealizador e produtor executivo do projeto, e Karina Gama, associada à produtora responsável pela obra. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, também figura nas investigações por suposto envolvimento no financiamento. Flávio Bolsonaro, citado nos autos, nega qualquer irregularidade referente à produção.

Estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, o filme ainda não tem data de estreia definida no Brasil. A distribuidora Europa Filmes divulgou comunicado desmentindo rumores de uma pré-estreia, reforçando que qualquer informação sobre lançamento oficial será divulgada oportunamente.