Criptomoedas: bitcoin cai diante de payroll, petróleo e juros dos Treasuries

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Bitcoin recua com alta dos Treasuries e dados de emprego nos EUA (Foto: Instagram)

O relatório do payroll norte-americano de setembro, divulgado nesta sexta-feira (02), evidenciou uma desaceleração no ritmo de contratações, sugerindo um esfriamento no mercado de trabalho após uma sequência de resultados robustos. Analistas apontam que a redução no número de novas vagas pode influir nas expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve, impactando diversos ativos, entre eles as criptomoedas, que costumam reagir a sinais de mudança no cenário econômico dos EUA.

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Nesse contexto, o bitcoin registrou baixa nesta sessão, ao passo que os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) subiram, reacendendo debates sobre o custo de oportunidade de ativos de maior risco. Simultaneamente, o petróleo Brent passou por oscilações ao longo do dia, refletindo incertezas sobre oferta e demanda global. Essas variações exercem pressão sobre as expectativas de inflação que norteiam as decisões do Fed.

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Por volta das 16h (horário de Brasília), o bitcoin caía 0,63%, sendo negociado a US$ 84.268,65, enquanto o ethereum recuava 1,25%, cotado a US$ 2.667,11, segundo dados da plataforma Binance. Apesar de um breve retorno aos patamares máximos da disparada da semana anterior, o bitcoin encontrou resistência e ajustou suas perdas no fim do dia.

Especialistas técnicos apontam que a faixa de US$ 87.000 configura um ponto de travamento relevante para o bitcoin, mas destacam que uma superação estável acima de US$ 90.000 poderia desencadear nova onda de alta. James Stanley, analista da StoneX, ressalta: “Se um mercado sobe diante de notícias aparentemente negativas, então há algo de estranho”, referindo-se à firmeza do bitcoin mesmo com o aumento dos rendimentos dos Treasuries.

O banco Citi elevou sua meta de preço para o bitcoin em um horizonte de 12 meses, passando de US$ 82.000 para US$ 113.000. A revisão reflete a renovada preocupação dos investidores com déficits fiscais elevados que podem corroer o valor das moedas fiduciárias, além de uma incerteza regulatória crescente no setor de criptomoedas.

Embora El Salvador tenha sido o primeiro país a adotar o bitcoin como moeda oficial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que o envolvimento estatal com criptomoedas está sendo “desfeito”, à medida que as autoridades buscam diminuir a exposição do setor público e adotar regras mais rígidas. O FMI também afirmou que “nenhuma acumulação adicional de bitcoin está prevista além das doações documentadas” e pediu maior transparência sobre todas as participações em criptomoedas do governo.