Cleitinho descarta privatizar a Cemig e reforça diálogo com Lula ou Flávio em seu governo

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Cleitinho Azevedo garante que a Cemig permanecerá pública (Foto: Instagram)

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que não haverá privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), enfatizando que os lucros da estatal devem beneficiar diretamente os consumidores. Cleitinho também destacou que não aceitará barganhas políticas envolvendo a empresa e que buscará manter um diálogo construtivo com a União, seja com Lula ou com Flávio Bolsonaro, após a definição do próximo presidente.

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Em entrevista concedida à Globo nesta segunda-feira (05), o governador eleito revelou que, ainda esta semana, iniciará conversas para compor o secretariado. Ele indicou abertura para incluir antigos adversários no Governo, desde que os nomes demonstrem experiência e qualificação técnica. Cleitinho garantiu também que procurará diretamente o próximo presidente da República — Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) — para tratar de pautas estratégicas de Minas.

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Sobre a Cemig, o governador eleito ressaltou que a empresa gera superávit e criticou a prática de “uso eleitoreiro” das estatais. “Por que não pegar o excedente e subsidiar a conta de energia da população, já que a companhia existe para servir ao Estado?”, questionou. Para ele, a Cemig é um “patrimônio mineiro” e deve ser preservada e bem gerida, sem transformar seu resultado em moeda de troca.

A definição da equipe governamental deverá começar nos próximos dias. Cleitinho adiantou que priorizará a formação de um grupo técnico, mas não descartará indicações partidárias desde que os indicados apresentem currículo adequado e comprovem competência. “Conversarei com todos os partidos. Se a pessoa for preparada e tiver experiência, não haverá impedimento. O que rejeito são acordos espúrios com estatais ou cargos”, afirmou.

O governador eleito sinalizou ainda disposição para convidar seus oponentes na disputa ao governo, citando nominalmente Flávio Roscoe (PL), terceiro colocado no pleito. Segundo Cleitinho, Roscoe tem “perfil excelente” e poderia integrar o secretariado. Na mesma linha, ele comentou sobre a transição com o atual gestor, Mateus Simões (PSD), indicando que manterá programas bem-avaliados e fará ajustes onde identificar necessidade de melhoria.

Cleitinho Azevedo foi eleito no primeiro turno com 6.321.590 votos, o que representou 55,40% dos válidos. Flávio Roscoe obteve 795.193 votos (6,97%), ficando em terceiro lugar. A relação com o governo federal está entre as prioridades: o novo governador pretende discutir a dívida de Minas, os investimentos em saúde e a recuperação de estradas. “Seja com Lula ou com Bolsonaro, minha primeira ação será ligar para o presidente eleito para tratar de Minas Gerais”, concluiu.