
Apreensão de drogas e grande volume de dinheiro em operação da Polícia Civil em Piracicaba (Foto: Instagram)
Em 19 de setembro de 2026, uma mulher de 48 anos foi presa em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas em Piracicaba, interior de São Paulo. A investigação aponta que o bar sob sua administração servia como ponto de venda de entorpecentes e que ela mantinha outros negócios na cidade.
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A ação ocorreu na noite de sexta-feira (18), nos bairros Centro e Paulista. Além da suspeita, identificada pelas iniciais W.X. e apelidada de “Jú” ou “Juliana”, um motoboy de 66 anos também foi detido. Foram apreendidas dezenas de porções de drogas e uma quantia significativa em dinheiro.
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Agentes da 2ª DISE, da DEIC de Piracicaba, vinham monitorando o casal formado pela mulher e pelo marido, C.L., conhecido como “China”. Eles suspeitavam que o estabelecimento, chamado “Bar da China” ou “Bar da Jú”, na Rua Moraes Barros, era usado para distribuir cocaína. Durante as buscas, foram encontrados 32 papelotes da droga e R$ 6.374 em dinheiro escondidos no interior do bar.
Uma equipe da ROMU também abordou uma moto-táxi relacionada à investigada. Um dos condutores portava 33 porções de cocaína, 26 de crack e duas de maconha, além de R$ 641. Nas buscas à residência do casal, os policiais encontraram mais R$ 61.554 em espécie, US$ 1.811 e € 10. Ao todo, a operação resultou na apreensão de 68 porções de cocaína, 27 de crack, duas de maconha, dois celulares e R$ 68.569.
Quatro frequentadores do bar que carregavam pequenas quantidades para consumo pessoal foram conduzidos à delegacia, prestaram depoimento e foram liberados. O marido da suspeita não estava presente no momento da ação e, portanto, não foi preso em flagrante, mas responderá à investigação por possível envolvimento no esquema.
Durante a apuração, os policiais identificaram outros empreendimentos da mulher, como pensões no Centro de Piracicaba destinadas a mulheres e pessoas trans que trabalham com prostituição. Ela também era proprietária de uma moto-táxi e, segundo a investigação, alguns entregadores eram usados para levar drogas aos clientes. Essas suspeitas seguem sob análise.
A prisão voltou a lembrar de um caso de 2015 no Centro de Piracicaba, quando uma travesti de 27 anos morreu após ser agredida com taco de beisebol e facão durante uma briga em bar, e três outras travestis ficaram feridas. Na época, foram apreendidos objetos e registros que apontaram o marido e o irmão da atual detida como envolvidos no homicídio, sem qualquer indício de participação dela no crime.
A mulher de 48 anos e o motoboy permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil prossegue com as investigações para mapear toda a rede de tráfico, avaliar a participação de outros envolvidos e apurar como se dava a logística de distribuição das drogas nos estabelecimentos associados à suspeita.






