
Laudo pericial aponta agressões e violência sexual na morte de garoto de 3 anos em Palmas (Foto: Instagram)
O laudo pericial da Polícia Científica do Estado do Tocantins derrubou a versão apresentada pelo pai do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, sobre as circunstâncias de sua morte em Palmas. O documento, assinado pelo perito oficial Dr. Gil Vicente Marot, conclui que o garoto faleceu em decorrência de agressões severas e de lesão sexual, e não por afogamento, como alegou o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa. O exame apontou traumatismo cranioencefálico, perfuração intestinal e choque hemorrágico. O pai e a madrasta, Kathellen Moreira, permanecem presos preventivamente enquanto prossegue a investigação.
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De acordo com o laudo, o corpo do menino apresentava hematoma supraorbital direito, múltiplas equimoses em hemifaces de coloração violácea e edema cerebral. Na região anal, foi registrada uma laceração retilínea extensa, com grande presença de coágulos sanguíneos. Na cavidade abdominal, a necropsia identificou quantidade significativa de sangue e fezes, resultado de lesões nas alças intestinais. O médico legista atribuiu o óbito a choque neurogênico e hemorrágico, hemorragia interna e perfuração intestinal provocados por ação contundente e violência sexual.
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O corpo de Gustavo foi localizado na manhã de 3 de agosto na residência da família, situada na ARNE 63, alameda 13, lote 03, na região norte de Palmas. Na primeira versão aos policiais, Igor Gustavo teria afirmado que o filho se afogou na piscina do imóvel. Porém, a perícia não encontrou água nas vias aéreas nem sinais compatíveis com afogamento. As características das lesões deixaram claro que o óbito resultou de violência deliberada e não de um acidente.
As investigações da Polícia Civil apontam contradições no depoimento do pai, que permaneceu por horas no local antes de solicitar socorro. Autoridades acreditam que o cenário de afogamento foi montado para ocultar a dinâmica real do crime. Vídeos e testemunhos indicam que Igor Gustavo teria tentado simular sinais de acidente aquático. A hipótese de homicídio ganhou força com a ausência de evidências de afogamento e a gravidade das lesões constatadas na perícia.
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e a madrasta, Kathellen Moreira, foram presos preventivamente e respondem por suspeita de homicídio qualificado e violência sexual contra menor. Ambos negam participação nas agressões. A Polícia Civil também investiga histórico de maus-tratos anterior, com base em imagens apresentadas pela mãe da vítima, Sabrina da Silva Feitosa, que mostram Gustavo retornando de visitas ao pai com ferimentos em ocasiões anteriores.
O processo já reúne os autos do exame pericial cadavérico, sob protocolo 229629, e a requisição 20908/2026 da Central de Atendimento da Polícia Civil de Palmas. O laudo detalha todos os achados, desde sinais iniciais de rigidez cadavérica até as descrições das lesões externas e internas, fundamentando a requalificação do inquérito para homicídio violento. A apuração seguirá com diligências para esclarecer se outras pessoas estiveram envolvidas nos ataques contra o garoto.






