Associações solicitam reunião urgente com Antaq, Mpor e Codeba para definir plano em Itajaí

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Porto de Itajaí-Navegantes enfrenta desafio de navegabilidade (Foto: Instagram)

Na segunda-feira, 10, diversas associações e empresas do setor de terminais portuários comunicaram que solicitaram uma reunião com representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Ministério de Portos e Aeroportos e da Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pela gestão dos portos de Santa Catarina. O objetivo é traçar um plano de ação que assegure a navegabilidade, a previsibilidade operacional e a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes. As associações ainda não definiram data exata para esse encontro, mas sublinham seu caráter emergencial diante dos desafios enfrentados.

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Em carta endereçada aos órgãos, assinada pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), pela Centronave e pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), as entidades destacam que as restrições atuais à navegabilidade na região comprometem significativamente as operações de carga nos portos. O documento reforça a urgência de ações coordenadas para evitar impactos negativos na cadeia logística e na atração de novos negócios.

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O texto ressalta ainda que as limitações de profundidade do canal de acesso, unidas às restrições operacionais recentemente impostas pela Autoridade Marítima, tornam imprescindível o monitoramento contínuo das condições de navegação. As associações pedem a manutenção dos níveis de dragagem previstos em projeto e a ampla divulgação de indicadores operacionais, garantindo transparência e previsibilidade aos armadores e operadores.

O canal de acesso de Itajaí e Navegantes sofre com problemas crônicos de assoreamento, o que tem gerado alertas de perda de competitividade em relação a outros portos das regiões Sul e Sudeste. Para a comunidade portuária local, essa questão representa uma das maiores ameaças ao desempenho do complexo, impactando prazos de atracação, custos operacionais e fluxo de cargas.

Como resposta, as entidades demandam a adoção imediata de medidas para restabelecer a capacidade plena do terminal. Entre as providências emergenciais, estão a retomada de dragagens corretivas, o reforço no acompanhamento das condições de calado e a definição de cronogramas claros para manter a operação sem interrupções.

Além disso, as associações enfatizam a necessidade de prosseguir com o processo de concessão do canal de acesso. Segundo o documento, essa iniciativa é fundamental para viabilizar investimentos estruturantes, como o aprofundamento definitivo do canal, a ampliação da bacia de evolução para acomodar navios maiores, a remoção da embarcação Pallas e a construção de um novo molhe em Navegantes.

Para as associações, avançar na concessão do canal oferecerá segurança jurídica e atrairá investidores dispostos a custear as obras necessárias, ampliando a eficiência e a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes no cenário nacional.