O câncer de próstata provocou aproximadamente 18,5 mil mortes no Brasil em 2025, o equivalente a cerca de 50 homens por dia. Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O cenário preocupa: o número de mortes aumentou 20% em dez anos, passando de 15,4 mil em 2015 para o resultado registrado no ano passado. A estimativa é que mais de 77 mil novos casos sejam diagnosticados no país em 2026, tornando esse o tipo de câncer mais frequente entre os homens.
++Luiza Possi critica o Halloween: “Na minha casa não entra”
Apesar dos números alarmantes, existe um dado importante: quando identificado no estágio inicial, o câncer de próstata apresenta cerca de 90% de chances de cura. O grande desafio é que a doença costuma não apresentar sinais nas primeiras fases. Quando o tumor avança, podem surgir sintomas como sangue na urina ou no sêmen, dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência de idas ao banheiro, disfunção erétil e dores nos ossos. Por isso, esperar os primeiros sintomas pode atrasar o diagnóstico e reduzir as possibilidades de tratamento bem-sucedido.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliação individualizada. Para homens negros, obesos ou com histórico familiar da doença, a orientação é iniciar essa investigação aos 45 anos. Entre os exames utilizados estão a dosagem de PSA no sangue e o toque retal. Caso apareçam alterações suspeitas, a confirmação do diagnóstico pode exigir uma biópsia. A campanha Novembro Azul busca justamente estimular os cuidados com a saúde masculina e combater a resistência de muitos homens em procurar atendimento médico.
++Viúva de Lito Sousa fala sobre a dor do luto um mês após a morte do marido
O tratamento também conta com novidades: em 2026, a cirurgia de próstata assistida por robô foi incorporada ao SUS, enquanto o Conselho Federal de Medicina aprovou técnicas como o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioblação. Os procedimentos permitem atuar diretamente sobre o tecido tumoral por meio de energia concentrada ou congelamento das células cancerosas. As novas alternativas ampliam as possibilidades de tratamento, mas a identificação precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para enfrentar a doença.












