
Canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’ está fora do ar no Brasil (Foto: Instagram)
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ligado à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu do ar na noite de terça-feira (13). A suspensão foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que autorizou a interrupção do serviço por até 48 horas. A medida visa adequar o funcionamento da ferramenta às exigências eleitorais.
O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela administração do canal, manifestou-se com críticas à decisão e levantou dúvidas sobre o momento em que o bloqueio ocorreu. Em publicação nas redes sociais, ele apontou que a interrupção coincidiu exatamente com a votação sobre a escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional. Janones afirmou que a previsão é de retorno das mensagens às 23h26 de quinta-feira (15) e pediu que os apoiadores utilizem caminhos alternativos para continuar divulgando ações do presidente Lula.
A determinação que suspendeu o canal surgiu após uma decisão anterior de Nunes Marques, que condicionava o seu pleno funcionamento ao registro formal do endereço eletrônico no TSE. Na terça-feira, a equipe da campanha de Lula fez o registro solicitado, submetendo o canal às regras de transparência e prestação de contas exigidas pela Justiça Eleitoral. Com isso, a campanha entendeu terem sido cumpridas as formalidades.
Apesar de o registro ter sido confirmado, o TSE ressalta que ainda é preciso aguardar o período de 48 horas para restabelecer o envio de mensagens e autorizar a inclusão de novos seguidores. O prazo serve para que as autoridades eleitorais verifiquem documentação e garantam a observância das normas que regem a propaganda em período eleitoral.
O “Exército do Lula” ganhou destaque ao compartilhar áudios, vídeos e instruções para apoiadores do atual presidente, tornando-se um dos principais canais de comunicação digital da campanha petista. Durante o segundo turno, a ferramenta foi palco de disputas judiciais entre os grupos favoráveis a Lula e ao seu adversário, com alegações de irregularidades e pedidos de bloqueio apresentados ao TSE.
A suspensão temporária reforça a atenção das autoridades eleitorais sobre o uso de aplicativos de mensagem instantânea em campanhas políticas. Enquanto o canal permanece inativo, a campanha petista deve recorrer a outras plataformas autorizadas para manter o engajamento dos simpatizantes e garantir o envio de atualizações e informações de interesse público.






