Avó de jovem encontrada morta na casa de PM nega versão de suicídio e se emociona

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Larissa Cruz Morata e o marido, o PM Vinícius, em evento ao lado de viatura antiga da Polícia Militar. (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de São Paulo segue investigando a morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada sem vida na residência onde ela vivia com o marido, o policial militar Vinícius, em Embu das Artes. Desde que o caso veio a público, surgiram dúvidas sobre as circunstâncias em que a jovem foi achada, o que levou os familiares a questionarem a versão apresentada pelo agente.

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No dia em que foram acionados, os investigadores localizaram o corpo de Larissa no banheiro da casa, com um ferimento de bala na cabeça. A arma do policial militar foi encontrada posicionada sob o corpo da mulher. Vinícius informou aos policiais que a esposa teria tirado a própria vida, mas esse relato não convenceu a família, que suspeita de feminicídio. Por falta de indícios suficientes para confirmar o suicídio de imediato, o caso foi registrado pela polícia como morte suspeita.

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Emocionada, a avó de Larissa tomou a iniciativa de se manifestar publicamente, afirmando que a neta jamais teria coragem de cometer suicídio. “Ela não fez isso. Ela amava demais o filho para fazer uma coisa dessas e tinha muitos projetos de vida”, declarou a familiar, ressaltando o profundo vínculo entre mãe e filho.

De acordo com pessoas próximas à jovem, Larissa vivia um momento de plena satisfação pessoal. Havia planos de realizar procedimentos estéticos e outros projetos de futuro, sem indícios de depressão ou ideação suicida. O casal tinha se mudado para a nova casa há menos de um mês, iniciando um percurso que, até então, parecia promissor.

A irmã do policial militar, que esteve no imóvel horas antes da tragédia, relatou à polícia ter presenciado uma discussão entre o casal sobre um possível término do relacionamento. Esse depoimento é considerado pelos investigadores peça-chave para reconstruir a cronologia dos fatos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que todas as linhas de investigação permanecem em curso. Foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) para analisar a dinâmica do disparo e laudos necroscópicos ao Instituto Médico-Legal (IML) para confirmar a versão oficial. Paralelamente, as equipes buscam imagens de câmeras de segurança das imediações para elucidar o que realmente ocorreu naquela noite.