Alzheimer pode dar sinais antes do esquecimento: 10 mudanças que merecem atenção

Posted by

O Alzheimer é frequentemente associado à perda de memória, mas a doença pode aparecer de outras maneiras no cotidiano. Mudanças persistentes no comportamento, na linguagem, na capacidade de resolver problemas e até na autonomia também podem servir como sinais de alerta. Esquecer ocasionalmente onde colocou um objeto ou o nome de alguém, por si só, não significa ter a doença: a preocupação aumenta quando essas alterações se tornam frequentes, progressivas e começam a atrapalhar a rotina.

++Jovem recebe diagnóstico de leucemia, se casa no hospital e morre aos 24 anos

Entre os 10 sinais destacados estão perda de memória recente que leva à repetição de perguntas, dificuldade para executar tarefas conhecidas, problemas para encontrar palavras ou acompanhar conversas, desorientação em datas e lugares, dificuldade para planejar e resolver problemas, além de guardar objetos em locais incomuns. Também podem ocorrer mudanças no julgamento, perda de interesse por atividades habituais, alterações de humor ou personalidade e uma necessidade crescente de ajuda para tarefas antes realizadas de forma independente.

Um detalhe importante é que familiares podem perceber essas transformações antes da própria pessoa. Ainda assim, a presença de um ou mais sinais não confirma Alzheimer. Alterações cognitivas também podem estar relacionadas a depressão, deficiência de vitamina B12, problemas na tireoide, condições vasculares e determinados medicamentos. Por isso, a avaliação profissional é necessária para descobrir a causa e acompanhar a evolução dos sintomas.

++Mulher processa sistema de saúde após 11 anos de quimioterapia por diagnóstico errado de câncer

A doença pode ainda apresentar alterações biológicas muitos anos antes dos primeiros sintomas perceptíveis. Segundo a matéria, processos como o acúmulo de beta-amiloide, alterações na proteína tau e neuroinflamação podem se desenvolver silenciosamente por 15 a 20 anos. Pesquisas também apontam fatores modificáveis ligados ao risco de demência, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva não tratada, depressão, isolamento social e distúrbios do sono. O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode ajudar no planejamento do cuidado e, em determinadas situações, ampliar as possibilidades de tratamento.