
Jair Bolsonaro e lideranças do PL seguram a bandeira do Brasil em convenção do partido (Foto: Instagram)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reforçou ontem que a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1 será levada a deliberação no plenário após as cinco sessões de discussão previstas pelo regimento interno. Em entrevista coletiva antes da primeira rodada de debates, ele garantiu que o cronograma será cumprido sem atropelos, com amplo espaço para pronunciamentos e votação.
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Alcolumbre destacou que atendeu ao pedido de senadores para adiar a votação da PEC para depois da eleição legislativa, evitando que a pauta fosse contaminada por interesses políticos imediatos. Agora, segundo ele, as discussões devem seguir até a próxima semana e, em seguida, será marcada a data para a análise em primeiro turno.
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O senador detalhou que, de acordo com o regimento, serão cinco sessões de debate — quatro voltadas à discussão e uma destinada à apresentação de emendas — ocorrendo às terças, quartas e quintas-feiras. “Queremos cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, com as cinco primeiras sessões de discussão no primeiro turno”, explicou. Ele afirmou que o processo assegura a participação de todos os senadores interessados, sem pressa nem obstáculos.
Na visão de Alcolumbre, a expectativa é organizar uma nova pauta já na sexta-feira, de forma que, na semana seguinte, haja mais três dias de sessões voltadas ao tema, encerrando as discussões restantes. “Se concluirmos todas as cinco fases de debate, regimentalmente poderemos colocar o texto em deliberação em primeiro turno”, assinalou o presidente do Senado. Para ele, isso demonstra respeito ao processo legislativo e às demandas dos trabalhadores.
O presidente do Senado ressaltou que cada membro da Casa terá plena liberdade para votar de acordo com suas convicções, sem pressões externas. Ele lembrou que, caso a PEC avance, os trabalhadores que cumprem jornada de seis dias consecutivos teriam direito a um dia extra de descanso, medida que, segundo Alcolumbre, é fundamental para a qualidade de vida de quase 40 milhões de brasileiros.
Ao assegurar que “seu compromisso foi feito, assumido, está na pauta e vai ser deliberado”, Davi Alcolumbre disse saber previamente como votará quando chegar o momento. “Cada senador deve se preparar para escolher, com consciência e respeito à sua história, se apoia ou não o fim da escala 6×1”, completou.
Nos bastidores, integrantes da articulação governista demonstravam ceticismo após Flávio Bolsonaro (PL) ter obtido a liderança em votos no primeiro turno da eleição presidencial. Ainda assim, após reunião com Alcolumbre, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, elogiou a postura do presidente do Senado e garantiu que a votação ocorrerá antes do segundo turno. “Quero ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra. Estou pagando para ver essa atitude”, disse o petista.






