
Chamadas silenciosas reacendem pistas no sumiço de Beatriz Winck (Foto: Instagram)
O sumiço de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, desaparecida em outubro de 2012 durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, ganhou novo desdobramento com o recebimento de ligações silenciosas por parte de seus familiares. O Ministério Público determinou a realização de diligências adicionais para tentar identificar a origem desses telefonemas misteriosos e verificar eventual ligação com o desaparecimento.
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De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, o filho de Beatriz atendeu duas chamadas em dias consecutivos, mas não teve resposta do outro lado da linha. A família supõe que quem discou possa ter alguma pista sobre o paradeiro da idosa, pretenda solicitar resgate ou que se trate apenas de um trote. O número de telefone do grupo havia sido divulgado em aproximadamente 14 mil panfletos distribuídos no santuário.
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Beatriz desapareceu enquanto participava de uma excursão religiosa ao Santuário Nacional de Aparecida. Relatos indicam que ela aguardava o marido próxima à Casa das Velas — um ponto com grande circulação de fiéis — enquanto ele comprava lembrancinhas. Ao retornar, não a encontrava mais no local combinado, dando início às buscas por voluntários e autoridades.
O promotor Pietro Chidichimo encaminhou um ofício à Promotoria de Justiça de Aparecida solicitando a quebra de sigilo telefônico para identificar o titular da linha que originou as chamadas. A medida visa obter dados cadastrais junto à operadora e analisar possíveis conexões entre o proprietário do número e o desaparecimento de Beatriz.
A Polícia Civil de São Paulo segue tratando o caso como desaparecimento e mantém a hipótese de que ela possa ter embarcado por engano em outro ônibus durante o intenso fluxo de romeiros. Em levantamentos anteriores, agentes conferiram registros de embarque em terminais rodoviários, mas não encontraram evidência de que ela tenha deixado a cidade.
Familiares esclarecem que Beatriz não possuía diagnóstico de Alzheimer, embora apresentasse lapsos de memória em algumas ocasiões. Desde o início do mistério, promoveram campanhas em redes sociais e distribuíram panfletos em diversas regiões, na esperança de reunir informações que levem à elucidação do caso.
Na época do desaparecimento, também se considerou a possibilidade de que a idosa tenha seguido para outro estado e não conseguido retornar, seja por desorientação ou imprevistos. Essa linha de investigação permaneceu em aberto até que as recentes ligações anônimas trouxessem nova perspectiva.
O Ministério Público segue empenhado em localizar o autor das chamadas anônimas, ciente de que essa descoberta pode ser fundamental para esclarecer se os contatos têm relação direta com o sumiço ou se se tratam apenas de trotes. A identificação pode apontar responsáveis e motivação, renovando as esperanças de solução para este mistério de mais de uma década.

