
Lorena Cunha exibe imagens de Nossa Senhora Aparecida e reza pela amiga Beatriz, desaparecida em 2012 (Foto: Instagram)
O desaparecimento de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, que sumiu em julho de 2012 durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida (SP), segue sem respostas. Com 77 anos à época, ela foi vista pela última vez na tarde de 21 de julho, em meio a milhares de romeiros, e desde então não deixou nenhum vestígio que aponte seu paradeiro. O caso tornou-se um dos mistérios mais marcantes registrados na cidade.
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Testemunhas da viagem indicam que Beatriz estava especialmente comunicativa antes do sumiço. Lorena Cunha, amiga de 73 anos na época, relatou que, dentro de uma loja de velas do complexo, a idosa comentou estar exausta e desejando retornar ao alojamento. Suas últimas palavras foram: “Perdi meu marido. Estou muito cansada. Vou para casa.” Naquele momento, Delmar Winck, marido de Beatriz, aguardava para pagar uma compra nas proximidades. Lorena diz que, desde então, reza diariamente pela recuperação da amiga.
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Logo após o desaparecimento, o desespero tomou conta do grupo. Segundo Elcira Collet, de 81 anos, Delmar retornou ao Santuário visivelmente abalado e anunciou à amiga: “Comadre, perdemos a Beatriz!” A partir daí, familiares, companheiros de excursão e voluntários iniciaram buscas minuciosas em cada canto da basílica e áreas adjacentes, realizando quatro rondas exaustivas ao longo daquele domingo. As buscas envolveram também apoio de guias e funcionários do próprio santuário.
Nos dias subsequentes ao sumiço, a família de Beatriz distribuiu aproximadamente 3 mil panfletos com a foto da idosa entre visitantes e romeiros que chegavam ao Santuário. Durante missas e em filas de ônibus de excursão, diversos motoristas e fiéis foram orientados a ficar atentos em caso de avistamento. Em determinado momento, surgiu o relato de que uma mulher com feições semelhantes caminhava por um bairro de Aparecida acompanhada de outra pessoa, vestindo roupas parecidas com as usadas por Beatriz no dia do desaparecimento, mas a pista nunca foi confirmada.
Beatriz saiu de Portão (RS) em 20 de julho de 2012, integrando um grupo de cerca de 30 turistas liderados por seu marido, Delmar, e incluindo visitas a Holambra (SP) e Poços de Caldas (MG). No dia 21, durante a tarde, ela se desvincilhou do grupo em meio à multidão de devotos e desapareceu sem deixar vestígios. No dia seguinte, sob forte comoção, um de seus filhos e um genro viajaram de Minas Gerais para Aparecida a fim de reforçar as buscas ao lado de Delmar.
Quase 14 anos depois, nenhum indício sólido sobre o paradeiro de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck foi obtido. Apesar do empenho de familiares, voluntários e da Polícia Civil de São Paulo, o caso segue sem desfecho. Esse desaparecimento permanece como um dos mais emblemáticos na história do Santuário Nacional de Aparecida, gerando questionamentos sobre o que realmente ocorreu com a idosa e mantendo viva a esperança de que, um dia, sua localização seja esclarecida.

