As famosas canetas para emagrecimento se tornaram uma verdadeira febre no Brasil por ajudarem no controle do peso, do diabetes tipo 2 e de outras condições relacionadas à saúde metabólica. No entanto, um levantamento recente revelou que o maior obstáculo para quem inicia o tratamento não está nos efeitos colaterais nem na eficácia dos medicamentos.
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Segundo uma pesquisa realizada com mais de mil médicos de diversas regiões do país, o alto custo das medicações tem sido o principal responsável pela interrupção do tratamento. Atualmente, apenas 28% dos pacientes considerados aptos conseguem manter o uso regularmente, enquanto cerca de 65% acabam abandonando a terapia ou reduzem as doses por dificuldades financeiras.
Os especialistas acreditam que uma queda de aproximadamente 35% nos preços poderia ampliar significativamente o acesso aos medicamentos, permitindo que quase metade dos pacientes elegíveis conseguisse seguir o tratamento adequadamente. A expectativa é que a chegada de versões similares, biossimilares e genéricas aumente a concorrência e contribua para a redução dos valores cobrados.
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O estudo também acendeu um alerta sobre o uso sem acompanhamento médico. Em média, 7% dos pacientes relataram ter utilizado medicamentos da classe GLP-1 antes mesmo da primeira consulta. Apesar dos benefícios que vão além da perda de peso, incluindo melhorias cardiovasculares, renais e metabólicas, especialistas reforçam que o tratamento deve ocorrer com prescrição e orientação profissional para garantir segurança e melhores resultados.

