Uma contratação de R$ 450 mil feita por uma prefeitura do interior de Alagoas colocou gestores públicos e uma empresa no centro de uma investigação que promete gerar repercussão. O Ministério Público de Alagoas entrou com uma ação civil pública questionando a contratação do padre Chrystian Shankar, conhecido nas redes sociais por sua atuação como palestrante e “master coach”, para ministrar treinamentos a servidores da área da educação.
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Segundo a apuração, o contrato foi firmado sem licitação para atender cerca de 500 participantes. O detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que o número de vagas contratadas seria superior à quantidade de servidores existentes na própria secretaria. O MP também aponta possíveis indícios de superfaturamento, falhas na justificativa da contratação e dúvidas sobre a efetiva realização dos serviços pagos com recursos públicos.
A investigação ainda cita possíveis prejuízos aos cofres municipais, incluindo gastos relacionados a vagas que não teriam necessidade comprovada. Outro ponto levantado é a alegação de exclusividade utilizada para justificar a contratação direta. De acordo com o Ministério Público, documentos analisados indicariam inconsistências nessa justificativa, o que pode comprometer a legalidade do processo.
O padre e a empresa responsável pela intermediação negam qualquer irregularidade e afirmam que os serviços foram executados dentro da legalidade. Já a ação do MP pede a anulação do contrato, o ressarcimento dos valores eventualmente considerados irregulares e a responsabilização dos envolvidos, enquanto a Justiça deverá analisar o caso.

