
Balseiros às margens de Iranduba, onde idoso desapareceu e foi encontrado com corpo consumido por piranhas. (Foto: Instagram)
Um homem foi encontrado sem vida em um dos cursos d’água que cortam Iranduba, município da região metropolitana de Manaus, no último domingo (10), durante as comemorações do Dia das Mães. Testemunhas afirmam que ele se afogou em uma área de balsas muito frequentada por banhistas e, logo em seguida, desapareceu sob a correnteza. Equipes de resgate chegaram ao local após acionamento de populares e constataram que, além do afogamento, partes do corpo haviam sido consumidas por piranhas. A cena provocou grande comoção entre os presentes, que acompanharam a operação de salvamento às margens do rio.
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De acordo com o portal CM7 Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado para realizar buscas aquáticas e encontrou o cadáver em estado avançado de destruição. Conforme o relatório dos agentes, partes do tecido muscular e da face do homem foram completamente consumidas pelos peixes, o que dificultou o reconhecimento imediato. Vídeos gravados por populares durante a operação viralizaram nas redes sociais, mostrando o momento em que os bombeiros retiram o corpo das águas, gerando intenso debate entre internautas e moradores da região.
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Até o fechamento desta reportagem, nenhum familiar havia comparecido ao Instituto Médico Legal (IML) de Manaus para identificar oficialmente a vítima. O corpo permanece na unidade, localizada na Zona Norte da capital amazonense, enquanto as autoridades orientam que parentes de desaparecidos nas últimas 24 horas compareçam ao local para possíveis reconhecimentos. Essa medida visa acelerar os trâmites de identificação e evitar que cadáveres fiquem retidos por longos períodos.
A Polícia Civil do Amazonas aguarda o laudo pericial da necropsia para apurar se o homem morreu por afogamento antes de sofrer o ataque das piranhas ou se os ferimentos provocados pelos peixes tiveram impacto direto na morte. Essa investigação é considerada fundamental para diferenciar as causas do óbito e definir responsabilidades, caso seja comprovada alguma omissão na sinalização ou na fiscalização da área de banho.
O caso reacende o debate sobre a segurança em pontos de banho em rios da Amazônia, onde ataques de piranhas já foram registrados, especialmente em períodos de estiagem e baixa vazão. Especialistas recomendam instalação de placas de alerta e intensificação de patrulhamento nos locais mais procurados por banhistas. Enquanto isso, a população de Iranduba aguarda os resultados oficiais para compreender melhor as circunstâncias que envolveram esse trágico episódio.

