
Cessna Citation 550 CP-3243 estacionada em hangar antes do acidente na Bolívia (Foto: Instagram)
Uma aeronave de pequeno porte despencou na Bolívia depois de perder contato com a torre de controle e voar em círculos sobre a região de Cochabamba, suscitando a hipótese de um “voo fantasma”. O acidente ocorreu na segunda-feira (13) e vitimou o piloto e o copiloto, que não enviaram qualquer alerta durante a emergência. Os destroços foram localizados em área de floresta, e as circunstâncias do acidente seguem sob apuração pelas autoridades bolivianas.
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O termo “voo fantasma” refere-se a situações em que os ocupantes perdem a consciência, muitas vezes por hipóxia decorrente de despressurização da cabine. Nesses casos, o avião mantém a trajetória ou permanece em piloto automático até ficar sem altura ou combustível, sem registro de chamadas de socorro. A demora em perceber a falta de oxigênio pode impedir qualquer tentativa de comunicação, e o aparelho segue voando sem intervenção humana até a falha final.
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Segundo levantamentos, a aeronave envolvida era um Cessna Citation 550, matrícula CP-3243, que decolou de La Paz com destino a Santa Cruz de la Sierra. Cerca de 30 minutos após a partida, às 8h47 (hora local), o contato com o controle aéreo foi perdido enquanto o avião sobrevoava a área de Cochabamba. Por volta das 9h, o aparelho passou a traçar círculos no radar, afastando-se da rota planejada. A última marcação no equipamento foi registrada por volta das 11h, quando se acredita que ocorreu a queda em uma região de mata densa.
De acordo com a imprensa local, o jato aéreo pertence ao empresário e ministro do Desenvolvimento Produtivo da Bolívia, Oscar Mario Justiniano, que não estava na aeronave no momento do acidente. As únicas pessoas a bordo, identificadas como Carlos Moyano e Julio Sardán, não resistiram ao impacto e faleceram no local. Não houve registro de sobreviventes ou de transmissões de emergência durante o incidente.
A Diretoria de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Bolívia instaurou um inquérito para apurar as causas do desastre. Os investigadores devem examinar os gravadores de voo, analisar eventuais falhas técnicas e as condições de manutenção da aeronave, além de avaliar dados meteorológicos e relatórios de pressurização. O objetivo é confirmar se a queda foi resultado de despressurização, pane técnica ou outro fator contributivo.

