
Líder religioso é morto a facadas dentro de terreiro na Bahia (Foto: Instagram)
O líder religioso Josiel Oliveira Bomfim (29) foi morto a facadas dentro do terreiro Passagem de Exu, em Vitória da Conquista, interior da Bahia, em um crime que as autoridades avaliam como premeditado. A Polícia Civil investiga novas linhas de apuração após repercussão do caso na região, na qual o sacerdote cultuava tradições de matriz africana e atendia seguidores em busca de orientação espiritual.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
De acordo com informações divulgadas pela TV Sudoeste, uma consulta espiritual foi marcada pouco antes do crime, o que reforça a hipótese de emboscada. O suspeito teria solicitado um atendimento individualizado, alegando necessidade de sigilo, atraindo o pai de santo até uma sala reservada, onde o assassinato ocorreu.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Nas redes sociais, Josiel costumava promover seus trabalhos espirituais com promessas de prosperidade e destaque. “Sonha em ter fama? Dinheiro, paz, viagem. Tudo o que precisa? É só vir falar com Exu. Ele te dá a fórmula certa do sucesso!”, afirmava em uma das postagens, convidando interessados a participar dos rituais no terreiro.
Poucos dias antes de ser atacado, o pai de santo compartilhou uma reflexão sobre fé e espiritualidade que, após o crime, ganhou tom de melancolia entre os seguidores. “Nunca se sabe o que os espíritos mais querem daqueles que os louvam, mas há um conselho de Exu que ele diz: a fé tem uma chave”, escreveu, ressaltando a imprevisibilidade das entidades cultuadas.
Testemunhas relataram à polícia que o atendimento que antecedeu o ataque foi solicitado por um cliente que exigiu estar a sós com Josiel. A investigação apura se o suposto fiel usou esse pretexto para atrair o líder religioso, enquanto peritos analisam a cena do crime em busca de digitais, câmeras de segurança e possíveis vestígios de planejamento.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Vitória da Conquista divulgou nota de repúdio pela morte do pai de santo e manifestou solidariedade à comunidade de matriz africana. A subseção local, por meio da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, cobrou investigação célere e responsabilização dos envolvidos, destacando que crimes contra líderes espirituais não podem ficar impunes.

