
Pré-candidato do partido Missão faz duras críticas ao STF em entrevista (Foto: Instagram)
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias em 9 de abril de 2026, o pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, fez duras críticas ao STF, a Bolsonaro e a Lula, abordou a polarização política e apresentou suas principais propostas de governo. Ele discutiu disputas internas na direita, defendeu o endurecimento penal e expôs seu programa voltado a segurança pública, gestão e economia.
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Renan comentou a troca de farpas entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, atribuindo o conflito à falta de estrutura interna no bolsonarismo. “É como se fosse um Big Brother, um grupamento de influenciadores onde um quer mais atenção do que o outro”, afirmou. Para ele, nomes que ganharam projeção desejam autonomia depois de terem se beneficiado da popularidade da família Bolsonaro.
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Ao avaliar o clã Bolsonaro, Renan reconheceu que o grupo reorganizou a direita brasileira ao transformar o antipetismo em identidade política, mas criticou a ausência de uma formação sólida das lideranças, o que levou à fragmentação atual. Sobre a prisão de Jair Bolsonaro, afirmou haver provas consistentes de irregularidades, mas apontou falhas processuais que podem gerar nulidades. “Ele está velho, está doente. Deixa ele ficar em prisão domiciliar”, defendeu, sugerindo proporcionalidade nas penas aplicadas a participantes dos atos de 8 de janeiro.
Quanto ao Supremo Tribunal Federal, o pré-candidato acusou o ministro Alexandre de Moraes de concentrar poder e se colocar como guardião do sistema político em momento de crise. “A gente tirou um problema e colocou outro, que são os superpoderes do STF”, disse. Renan avaliou que Moraes atuou em excesso e acabou se tornando “um reizinho” ao assumir papéis antes atribuídos a outros poderes.
Em relação às propostas de governo, ele estruturou sua pré-candidatura em três eixos: segurança pública, reforma fiscal e reforma administrativa. No campo da segurança, defende mudanças profundas no Código Penal, inclusive adotando o conceito de “direito penal do inimigo”. Na economia, propõe reforma tributária rigorosa para equilibrar contas. Na gestão pública, sugere fusão de municípios e critérios mais rígidos de avaliação de gestores. Renan também relatou ter recebido ameaças de facções criminosas e defendeu que líderes de facções percam presunção de inocência e cumpram pena máxima.
Renan ainda comentou a polarização política, afirmando que a ênfase em propostas concretas minimiza o embate entre Lula e Bolsonaro: “Quando você fala de soluções, as pessoas param de discutir Lula ou Bolsonaro.” Ele criticou a direita por priorizar temas como “Deus, família e PT” sem apresentar planos e a esquerda por ter ideias “esgotadas e baseadas em ressentimento”. Sobre o governo Lula, disse não conseguir destacar pontos positivos, mas admitiu convergências pontuais, como restrições ao uso de celulares em sala de aula. Ele também negou qualquer intenção de proibir alimentos por causa da obesidade, defendendo políticas públicas de saúde para aliviar o SUS. Por fim, declarou que seu maior adversário é o desconhecimento do eleitor e se apresentou como alternativa viável fora da polarização tradicional.

