
Amor sobre trilhos: o romance inusitado de Sandra Rahm (Foto: Instagram)
Sandra Rahm, de 44 anos, surpreendeu moradores de Estrasburgo ao revelar que vive um relacionamento afetivo e íntimo com um bonde da linha 2013, da companhia local de transporte. Segundo ela, essa ligação simbólica evoluiu para uma união que vai além da amizade, mantendo uma ligação intensa com o veículo ao longo dos últimos seis anos.
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A história ganhou destaque em 2015, quando Sandra contou ao jornal Les Dernières Nouvelles d’Alsace que uma vidente havia previsto seu envolvimento com um objeto para o ano de 2020. Na época, ela ainda não conhecia o termo objectofilia — nome dado à atração emocional e afetiva por objetos inanimados — mas, depois de assistir ao filme Jumbo, cuja personagem Jeanne Tantois, vivida por Noémie Merlant, se apaixona por um brinquedo de parque, passou a se identificar com essa condição.
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No Instagram, Sandra mantém um perfil dedicado a registrar momentos ao lado do bonde. Em uma das postagens mais comentadas, ela descreveu uma experiência íntima com o veículo: “Depois de sair da carruagem, eu não era mais a mesma.” A publicação atraiu curiosos e especialistas que comentam sobre os limites da afetividade e as manifestações da objectofilia no mundo moderno.
Embora mantenha também um relacionamento convencional com um homem, Sandra organizou em segredo, com ajuda de um dos condutores, uma cerimônia simbólica de casamento com o bonde. A celebração contou com uma pequena festa e sessões de fotos em cada estação terminal, episódio que chegou ao conhecimento do jornal britânico Daily Star. “Fizemos algo simples, mas foi significativo para mim”, disse ela, acrescentando: “Para alguns, eu sou apenas uma mulher louca”.
Em suas declarações, a francesa lamenta o preconceito diante de quem estabelece vínculos incomuns: “Entendo que as pessoas não consigam se identificar com a minha história, ou acreditar que uma máquina possa ter alma. Mas ter uma forte ligação com um objeto não significa que você seja louco.” Para Sandra, há beleza em qualquer forma de amor desde que haja respeito e consentimento de todas as partes envolvidas.
Especialistas em saúde mental destacam que a objectofilia, embora rara, é reconhecida como uma preferência sexual atípica, sem risco direto a terceiros, desde que não haja danos físicos ou emocionais. Sandra Rahm segue compartilhando sua experiência pública, afirmando que o relacionamento com o bonde a transformou e trouxe autoconhecimento, ao ponto de declarar: “Nunca mais fui a mesma”.

