Durante muito tempo, o ovo foi tratado como um dos grandes vilões da alimentação por causa do colesterol presente na gema. Mas essa recomendação vem sendo revista por especialistas, e a quantidade permitida pode surpreender quem evita consumir o alimento diariamente. Segundo a nutricionista espanhola Boticaria García, é possível comer até sete ovos por semana, o equivalente a uma unidade por dia, sem comprometer a saúde da maioria das pessoas, desde que o consumo faça parte de uma alimentação equilibrada.
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A especialista explica que o segredo não está apenas na quantidade, mas também na maneira como os ovos são preparados e nos alimentos utilizados como acompanhamento. Frituras frequentes e combinações com bacon, por exemplo, podem aumentar a quantidade de gorduras na refeição. Outra recomendação é não descartar automaticamente a gema, já que ela concentra nutrientes importantes para o organismo. A antiga orientação de limitar o consumo a apenas três ovos semanais não precisa ser aplicada indiscriminadamente à população saudável.
Além de serem uma fonte de proteínas de alta qualidade, os ovos fornecem vitaminas e minerais que participam de diferentes funções do organismo. O alimento contribui para a manutenção da massa muscular, pode aumentar a sensação de saciedade e oferece nutrientes importantes para o funcionamento do sistema nervoso e a saúde dos olhos. As nutricionistas Leticia Carrera e Paula Martín Clares também destacam possíveis benefícios relacionados à disposição, à memória e à saúde visual.
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Apesar das vantagens, a recomendação de sete unidades por semana não representa uma regra obrigatória para todas as pessoas. Quem apresenta alterações no colesterol, doenças cardiovasculares ou outras condições que exigem cuidados nutricionais deve buscar orientação individualizada. A quantidade ideal depende das necessidades de cada organismo e do restante da alimentação. Portanto, o ovo pode continuar sendo um aliado da dieta, desde que consumido com equilíbrio e preparado adequadamente.












