Lucro líquido da Dexco cai 61,4% para R$ 14,8 milhões no 2º trimestre de 2026

Posted by


Gráfico de barras ilustra o desempenho financeiro da Dexco no 2º trimestre de 2026. (Foto: Instagram)

O lucro líquido da Dexco totalizou R$ 14,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 61,4% em relação ao mesmo período de 2025. No resultado consolidado, a fabricante das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto atribuiu a retração ao menor desempenho de sua investida LD Celulose.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

Em bases recorrentes, que excluem variações no valor das florestas e itens não operacionais, o lucro líquido alcançou R$ 33,8 milhões, alta de 13% na comparação anual. Esse indicador refletiu o avanço da Divisão de Madeira e a recuperação das áreas de Louças e Metais Sanitários e de Cerâmicos.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

O Ebitda consolidado subiu 0,5%, somando R$ 587,6 milhões, com margem de 26,4% – retração de 1,2 ponto percentual. No critério ajustado e recorrente, o Ebitda progrediu 23,7%, para R$ 547,4 milhões, e a margem avançou 3,6 pontos.

A receita líquida cresceu 5,2%, atingindo R$ 2,23 bilhões, impulsionada por maior expedição de painéis de madeira, reajustes de preço e mix mais favorável. O custo dos produtos vendidos subiu 0,8%, para R$ 1,34 bilhão, por impacto de insumos como metanol, ureia e petróleo. As despesas com vendas somaram R$ 315,9 milhões (+3,1%), enquanto as gerais e administrativas caíram 10,2%, para R$ 74,7 milhões.

O resultado financeiro gerou despesa líquida de R$ 197,9 milhões, redução de 0,8% em função do menor endividamento. O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 120,7 milhões, beneficiado pela melhora no capital de giro e pela diminuição de investimentos.

No balanço do segundo trimestre, a dívida líquida alcançou R$ 5,13 bilhões, queda de 3,5% ante o período anterior, e a alavancagem recuou de 2,99 para 2,72 vezes o Ebitda ajustado anualizado. A LD Celulose registrou lucro de R$ 28,4 milhões, queda de 69,6%, pressionada por preços internacionais e câmbio. As expedições internas caíram 19,2% em louças e metais, ficaram estáveis em cerâmicos e subiram 5,2% em madeira. A Divisão de Madeira obteve Ebitda de R$ 485,1 milhões (+13,4%), a de Louças e Metais, R$ 55,6 milhões (+543%), e a de Cerâmicos, R$ 6,6 milhões (+8,5%).