Mulher descobre terceira bebê durante gravidez de gêmeos após ultrassom: “Faltou ar”

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Thaís Campos Varanda, de 28 anos, descobriu que esperava três meninas após uma ultrassonografia identificar o desenvolvimento de um terceiro embrião, inicialmente considerado uma gestação que não havia evoluído. O caso foi descrito pelo ginecologista e obstetra Sérgio Podgaec como superfetação, fenômeno em que uma nova concepção ocorre durante uma gravidez já existente. Atualmente, as filhas Sol, Lua e Luz estão com quatro meses.

A descoberta aconteceu durante o acompanhamento pré-natal. No primeiro exame, os médicos haviam identificado dois bebês e uma terceira estrutura gestacional, que não apresentava feto nem sinais vitais. Na ocasião, a possibilidade considerada era de que aquela gestação não tivesse evoluído e fosse absorvida naturalmente pelo organismo. “A médica ficou insistindo nela, mas não tinha sinais vitais, não tinha feto, não tinha nada. Ela explicou que poderia ser uma gestação que não evoluiu e que meu corpo provavelmente absorveria aquilo, sem atrapalhar a gestação gemelar”, relatou Thaís à revista Crescer.

Na ultrassonografia seguinte, a situação mudou. A estrutura que antes não apresentava desenvolvimento passou a mostrar a presença de um terceiro bebê. A notícia surpreendeu Thaís, que até então acreditava estar grávida de gêmeos. “A reação foi de choque. Eu fiquei: ‘Meu Deus, e agora?’. Faltou ar”, revelou. A surpresa também se estendeu aos familiares. “Ficaram todos em choque, ninguém acreditava. Mas foi uma festa”, contou.

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Antes de engravidar, Thaís havia utilizado anticoncepcional durante 13 anos. Embora desejasse ter filhos desde a infância, ela adiou a decisão de interromper o medicamento por receio de enfrentar dificuldades para engravidar. “Desde criança, eu sonhava em ser mãe. Mas eu tinha medo de parar o anticoncepcional e descobrir que realmente não podia engravidar. Por esse medo, fui adiando”, explicou.

Após receber a notícia da gestação trigemelar, Thaís começou a procurar informações sobre casos semelhantes. Segundo ela, a dificuldade de encontrar relatos de outras mulheres que haviam passado pela mesma experiência chamou sua atenção. “Eu pesquisava muito e não achava muita gente falando. Eu não sabia que podia engravidar já estando grávida. Quando aconteceu comigo, descobri. Eu não encontrava muitas pessoas falando sobre gestação trigemelar e havia detalhes que eu queria saber e não conseguia. Muita gente dizia que, assim como eu, não sabia que podia engravidar já estando grávida. Isso me chamou muita atenção. Eu me senti pertencente, porque percebi que não era a única que não sabia”, disse.

Com as três filhas em casa, a rotina passou a ser compartilhada com o marido e a mãe de Thaís, que auxilia nos cuidados diários com as meninas. A jovem reconhece as dificuldades de cuidar de três bebês ao mesmo tempo, mas destaca a importância do apoio familiar.= “É bem cansativo, bem desafiador. Graças a Deus, tenho uma rede de apoio. Minha mãe está comigo e meu marido é um pai sensacional, me ajuda demais”, afirmou.

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Ao falar sobre a maternidade, Thaís também destacou a relação que construiu com cada uma das filhas. “O amor é fora do comum. É algo surreal, maravilhoso, mágico. São três pessoinhas, três nenenzinhos que saíram de dentro de mim, mas que são totalmente individuais”.

Aos 28 anos, ela afirma que não planeja passar por outra gravidez. “Não pretendo ter mais filhos. Sempre falo que Deus sabe de todas as coisas, porque ele queria que eu fosse mãe dessas três meninas e mandou todas de uma vez. Se eu tivesse uma gestação só de um bebê, não teria outra. Então ele sabia que, para eu ser mãe das três, tinha que ser assim”, concluiu.